O Louvor que Deus espera de Nós


Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; Glória, pois, a Ele eternamente. AmémRomanos 11.36

É inevitável associar Evangelho e adoração. E nessa linha, incluir a música como ferramenta principal para o ato de adorar o Criador. Bom, antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar que adoração não envolve apenas música. Envolve muito mais de nós, que declaramos ser filhos e servos do Altíssimo. Tem muito mais a ver com nossas ações e comportamento que simplesmente a escolha do repertório pelo grupo de louvor da igreja para o culto. 

Na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo aborda a salvação como algo resultante da Graça de Deus, em detrimento da Lei. Sendo assim, o apóstolo ressalta que a salvação não pode ser alcançada através de sacrifícios ou de observância dos preceitos que um dia foram dados a Israel, mas sim, pela infinita bondade e amor de Deus para conosco. 

Esta salvação nos alcançou e por isso, nós temos ciência da grandeza e da supremacia que tem o nosso Deus. Somente com este conhecimento é que nós podemos adorá-Lo. Afinal, não se adora aquilo que não se conhece (Jó 42.5). Assim, adorar a Deus é ter pleno conhecimento dEle e do que ele representa para as nossas vidas

E ainda mais que isso, a adoração nada mais é que o reconhecimento da soberania de Deus sobre nossas vidas. E sem Ele, nós não existiríamos (v. 36). É nesse momento que reconhecemos nossa pequenez, nossa insignificância, diante dEle. Como um Deus tão grande e poderoso poderia nos amar? Como um Deus tão grande e poderoso ainda não nos exterminou dessa terra, enquanto pecadores?

Sendo assim, nossa adoração se dá por seu grande poder, sua soberania e sobretudo sua Graça e misericórdia que nos faz permanecer vivos. Como continuar vivendo da mesma forma diante de tão fabuloso ato que nos livrou da condenação? Dessa forma, nossas ações dizem muito a respeito de como adoramos a Deus, pois denotam o quanto entendemos a profundidade de Seu amor. 

A adoração também é resultado da revelação de Deus em nós, por meio das Sagradas Escrituras. Esta revelação é que nos impulsiona, de forma natural, a adorá-Lo, pois somente Ele é digno de receber este nosso louvor (Rom. 16.25-27).

Paulo finaliza o capítulo com um louvor à santidade e à majestade de Deus, pois reconhece que a salvação foi um ato de amor a um ser humano depravado e injustificável (v. 33 - 36). Sempre que leio essa passagem, imagino o estado de Paulo, após ditar a Tércio*, ressaltando desde o início da carta a grandeza de Deus, a Graça Salvadora e o ato remidor por meio da Cruz de Cristo. 

Talvez ele tenha dado uma pausa entre os versículos 32 e 33. Talvez até lágrimas tenha brotado de seu rosto. E assim, ele profere aquelas palavras de adoração ao Deus salvador, que resgatou sua alma da beira do Abismo. O texto, com certeza, é inspirado em outras passagens Bíblicas, como  os livros de Isaias, Salmos, Provérbios e Jó. É poesia pura! 

Assim, não basta apenas erguer os braços, fechar os olhos e chorar emocionado ao som de uma canção como ato de adoração. Precisamos antes compreender quem Ele é o quanto entendemos seus atos para conosco. Que o louvor que brote de nossos lábios seja sincero, verdadeiro e completamente imerso na Grandeza de Deus. 

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* Tércio de Icônio. Acredita-se que era quem de fato redigia a carta para o apóstolo Paulo. Ver Romanos 16.22. 

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