Dois adolescentes cristãos estavam entre as vítimas do massacre em Suzano

Dois adolescentes cristãos estavam entre as vítimas do massacre em Suzano 


Samuel Melquiades de Oliveira e Douglas Murilo Celestino, ambos de 16 anos, eram membros atuantes em suas igrejas 


O terrível massacre ocorrido em uma escola de Suzano (SP) nesta quarta-feira (13), resultou em cinco adolescentes mortos, com idade entre 15 e 17 anos, além de duas funcionárias e os dois atiradores. Entre as vítimas estavam dois jovens evangélicos: Samuel Melquiades de Oliveira e Douglas Murilo Celestino, ambos de 16 anos. 

Douglas estava matriculado desde 2014 na escola Raul Brasil, e atualmente estava o 2º ano ensino médio. Também cursava o 5º estágio de espanhol no centro de línguas do colégio. Ele era membro da Igreja O Brasil Para Cristo de Suzano e era muito atuante na Juventude Unida O Brasil para Cristo (Jubrac). Segundo colegas, frequentava os cultos toda semana e tinha como sonho ser jogador de futebol e inclusive iria participar de uma “peneira” do Corinthians. 

Samuel estava matriculado desde fevereiro na escola, sendo aluno da 2ª B do ensino médio. Membro da Igreja Adventista do 7º Dia, fazia parte dos Desbravadores, clube da denominação voltado à educação cultural, social e religiosa de crianças e adolescentes situadas na faixa etária entre 10 e 15 anos. Além disso, o jovem ajudava o pai nas pregações. 

Com talento para as artes, Samuel chegou a ilustrar o livro "Como consertar um coração quebrado", Adriano Fonseca, que abordava a superação da dor. A obra foi publicada em julho de 2018 pela editora Scortecci. Os companheiros desbravadores acompanharam seu funeral e enterro uniformizados, e balançaram lenços amarelos em homenagem ao amigo. 

O crime – Na manhã da última quarta-feira (13), Um adolescente e um homem encapuzados - Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – atacaram a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o tio de um dos assassinos, Jorge Antônio de Moraes, proprietário de uma loja da região.

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