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Bolsonaro reafirma a não tributação de templos religiosos

Bolsonaro reafirma a não tributação de templos religiosos 

Jair Bolsonaro: "Não haverá um novo imposto para as igrejas"


O presidente Jair Bolsonaro garantiu na manhã desta segunda-feira (29) que não será criado um imposto sobre as igrejas. O comentário foi uma reação à entrevista que o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, deu à "Folha de S.Paulo". Apesar das ressalvas feitas por Cintra, de que a carga total de impostos não subirá, Bolsonaro decidiu gravar um vídeo para enfatizar que as igrejas não serão alcançadas por novos impostos. 

"Fui surpreendido nesta manhã por uma declaração do nosso secretário da Receita, de que seria criado um novo imposto para as igrejas. Eu quero me dirigir a todos vocês dizendo que essa informação não procede. Em nosso governo, nenhum novo imposto será criado, em especial contra as igrejas, que além de terem um excelente trabalho social prestado a toda comunidade, reclamam eles, em parte com razão no meu entendimento, que há uma bitributação nessa área. Então, bem claro: não haverá um novo imposto para as igrejas", disse Bolsonaro. 

Assista: 



Na entrevista à Folha, Cintra afirmou que um novo imposto chamado Contribuição Previdenciária (CP) – uma nova forma de financiar a Previdência Social – será cobrado de todas as transações, bancárias ou não, com alíquota de 0,9%. Tal contribuição será dividida entre as duas "pontas" da operação: será cobrado 0,45% de quem paga e 0,45% de quem recebe. 

Segundo o secretário, o novo tributo não será uma "nova CPMF" porque será permanente e "muito mais amplo". "Todo mundo vai pagar esse imposto, igreja, a economia informal, até o contrabando". "Abarcará qualquer transação envolvendo pagamentos, até escambo", acrescentou. 

Cintra garantiu, no entanto, que não haverá aumento de carga tributária, pois o novo tributo vai substituir a atual contribuição à Previdência Social do empregador, que equivale a 20% da folha de pagamento de cada empresa, e do empregado, que varia de 8% a 11% do salário: "Ela vai substituir impostos perniciosos, será compatível com o mundo digital e vai pegar todo mundo. 

Mais adiante, Cintra estimou que, ao deixar de tributar a folha de pagamento, o governo deixará de tirar dos salários cerca de R$ 350 bilhões por ano. "Vai ser pecado tributar salário no Brasil", afirmou. 

Fonte: Gazeta do Povo

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