Cristãos são mortos durante cerimônia de dedicação de bebês na Nigéria

Famílias choram pela perda de seus entes queridos, vítimas do massacre causado por extremistas Fulanis (Foto: Afolabi Sotunde/Reuters)


Mais de uma dúzia de cristãos, incluindo crianças, foram massacrados por militantes Fulanis após uma cerimônia de dedicação infantil no estado nigeriano de Nasarawa. As informações são da Morning Star News, que relata que o ataque ocorreu no Domingo de Ramos (14), quando os membros de uma comunidade predominantemente cristã se reuniram para comer depois do culto na Igreja Batista Ruhaniya. 

Segundo relatos de testemunhas, os militantes fulanis invadiram o local e abriram fogo, tirando a vida de 17 pessoas, entre homens, mulheres e crianças. Além dos membros da congregação, também participavam do culto pessoas de outras igrejas, como a Igreja Evangélica Reformada de Cristo, Igreja Evangélica Vencendo Todos, entre outros convidados. 



Samuel Meshi, presidente do Conselho do Governo Local de Akwanga, disse que o grupo de cristãos não fez nada para provocar o terrível ataque. "Infelizmente, essas pessoas foram mortas a sangue frio, simplesmente por serem cristãos”, afirmou. 


Outro pastor, Samson Gamu Yare, líder comunitário do grupo étnico Mada no estado de Nasarawa, descreveu os assassinatos como "bárbaros" e pediu ao governo federal que tome medidas urgentes para reduzir a ameaça de ataques de pastores extremistas a seu povo. Em resposta, o governador de Narasawa, Umaru Tanko Al-Makura, exigiu que os terroristas sejam detidos imediatamente. 

“Isso é algo que vamos levar a sério. Nós vamos ter uma reunião do Conselho de Segurança e eu já direcionei agentes de segurança para garantir a proteção dessas pessoas”, disse Al-Makura, de acordo com a Channels TV. 

Perseguição religiosa – A Nigéria classifica-se como o 12º pior país do mundo quando se trata de perseguição cristã, de acordo com a World Watch List 2019, da Missão Portas Abertas. Já os fulanis são um grupo étnico de mais de 20 milhões pessoas da África Ocidental e Central. Sabe-se que são pastores que viajam centenas de quilômetros carregando armas para proteger o gado. 

Embora eles tenham entrado em conflito com tribos e cristãos indígenas durante séculos, apenas um pequeno subgrupo é extremista e se envolve em ataques, de acordo com o Índice Global do Terror. No entanto, a Missão Portas Abertas observa que os confrontos se intensificaram nos últimos anos e levaram à destruição de casas e igrejas, bem como a apreensão de terras e propriedades pertencentes a proprietários cristãos. 

Os fulanis são comunidades pastoris fortemente armadas, porém poucos adotam comportamento extremista, principalmente contra os cristãos 

A Missão concluiu que o governo nigeriano historicamente não conseguiu proteger os cristãos, especialmente mulheres e crianças, da violência extremista Fulani. Na última Páscoa (21), os pastores Fulani fizeram um ataque à missa matinal na Igreja Católica de Santo Inácio, em Mbalom, centro da Nigéria, deixando dois padres e pelo menos 17 paroquianos mortos. Cerca de 30 agressores também saquearam uma cerimônia de enterro e queimaram dezenas de casas na comunidade, segundo relatos. 

Em 4 de março, militantes Fulani no estado de Benue atacaram três aldeias, matando 23 pessoas com balas e facões, de acordo com a International Christian Concern. No mesmo mês, 52 pessoas foram mortas, dezenas ficaram feridas e cerca de 143 casas foram destruídas em ataques às vilas de Inkirimi, Dogonnoma e Ungwan Gora, no distrito de Maro, na área do governo local de Kajuru. 

Fonte: The Christian Post

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