Petistas evangélicos: qual o problema dessa gente, afinal?

Cristãos à "esquerda", no último Encontro  de Evangélicos e Evangélicas do PT

Imagine um encontro de judeus membros do Partido Nazista! Pode parecer drástico, mas não há outra comparação similar relacionada ao que aconteceu na última sexta-feira (5), em São Paulo. Estamos falando do 1º Encontro de Evangélicos e Evangélicas do Partido dos Trabalhadores, que reuniu a ala ‘goshpel’ do partido com participação da presidente Gleisi Hoffmann e outras lideranças. 

O encontro discutiu o tema “O fenômeno religioso e as consequências políticas na sociedade brasileira: análises, estratégias e ações”. Mais precisamente, trata-se de uma tentativa de sobrevida do PT, após as sucessivas derrotas desde as eleições municipais de 2016, culminando com a não eleição de Fernando Haddad para a Presidência da República no ano passado. Em outras palavras, o PT está buscando todo apoio necessário para a implantação de seu horrendo projeto político no país. E vale tudo, até recorrer aos evangélicos. 

O mais impressionante é a cara de pau de alguns dos envolvidos. Gleisi Hoffmann disse que o PT “sempre teve Jesus como referência”, por conta da sua “luta pelos pobres”. A deputada Benedita da Silva emendou que “todo revolucionário deve ler a bíblia”, ressaltando que “o evangelho é revolucionário, muda a vida das pessoas, estimula, dá dignidade, levanta sua autoestima”. Pelo jeito, a deputada acha que o Evangelho deve ser algum tipo de autoajuda ou algo assim. Enfim... 

O que esse povo não entende é que o Evangelho e a ideologia de esquerda nunca vão se misturar. É como água e óleo. Evoca-se aí a frase de Cristo sobre servir a dois senhores, pois são incompatíveis. O discurso de Jesus a respeito dos pobres, erroneamente interpretado e relativizado na atualidade, não deve servir de base para o socialismo ou marxismo. A coisa é totalmente diferente. 

Talvez você pergunte (com razão): mas qual o problema em ser petista e evangélico ao mesmo tempo? Bom, motivos não faltam e englobam qualquer um que pense à esquerda. Vale um post à parte, mais detalhado. Podemos, grosso modo, apenas citar alguns: defesa de temas como aborto, casamento homossexual, ideologia de gênero, legalização da maconha para fins recreativos, sem contar atos de vilipêndio de objetos de crenças religiosas, pensamento antirreligioso (mais precisamente, judaico-cristão), entre outros, são alguns itens da pauta “progressista”. Já dá para ter uma ideia. 

Infelizmente, há muitos cristãos “esquerdistas” nas igrejas. Eles estão nos púlpitos, no campo das artes, principalmente na internet, evocando um senso de relativismo disfarçado de de justiça social. É algo sutil, sorrateiro, mas muito nocivo. É preciso ter discernimento para não cair em suas armadilhas. “Sai dela, povo meu” (Ap 18.4).


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