O homem e o universo - Por Max Moreira


pois nEle foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele” (Col. 1.16)


Tudo nesse mundo tem um objetivo. Nada foi criado ao acaso, sem que algo estivesse em seu lugar. Não tem como você olhar para fora da janela da sua casa, observar as estrelas, a lua, o sol, o vento, a natureza em sua uniformidade e dizer que alguém não criou aquilo. O acaso não pode ter produzido tamanha perfeição. 

E você me pergunta: Então, qual o objetivo de tudo isso? A ordem na natureza mostra a beleza da santidade de um Deus Soberano. Tudo isso, a natureza, aponta para Sua Glória. A Glória de Deus é vista quando tudo que vemos em seus detalhes. Mostra que Deus deve ser glorificado. Ele não quer ser adorado de qualquer jeito. E na natureza, Ele mostra isso. 

A narrativa da criação deve ser observada nos detalhes. Enquanto que os animais e vegetação foram somente criados, o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Somos imagem do Deus Vivo. Mesmo ainda não sendo filhos, mas como criaturas, Deus se fez em nós, com seus atributos comunicáveis. O mundo em que vivemos, mais especificamente a natureza foi criada para abrigar alguém, e o homem é esse alguém. E os dois glorificam a Deus em suas formas. Nisto, algumas ordens foram dadas, não como trabalho sendo fardo, mas para expressar o favor da gratidão de Deus. E nós, como pó, devemos observar e caminhar segundo Seus propósitos.

Mesmo em meia a tanta perfeição, por causa e por meio do homem, o pecado passou a existir como já vimos. Chegou um tempo que a humanidade não conhecia mais a Deus, e tudo o que acontecia aqui era desagradável aos olhos do Criador. Deus intervém; delega a Noé que colocasse os animais na arca, depois de a ter construído com todos os detalhes. Proveu Deus a chuva, nunca vista antes; purificou a terra. E em meio ao caos, o que observo? Um homem temente a Deus, prestando culto a Ele. Em meio a tanta bagunça, tanta água, lama, vemos um servo se prostrando a seu Deus, fazendo chegar essa adoração com aroma suave. Me é mostrado que existe uma ordem. E como servo, devo obedecer. Não devo vir ao meu Deus de qualquer jeito e nem adorá-Lo também de qualquer jeito. Oro para que estejamos sensíveis, você esteja sensível a voz de Deus e prontos a obedecer. 

No decorrer da história, temos vários relatos que o homem esquece a Deus, e todas as coisas boas que Ele já nos fez. O pecado nos bate à porta, a voz do coração quer falar mais alto e isso é o que tem nos afastado da voz do Pai. E se vivermos aos nossos próprios caminhos, só teremos um lado a escolher: o mal. O que me faz não escolher completamente o mal é o Espírito Santo, O Consolador que o Pai nos deixou. Isso me freia, pois se não fosse Ele, estaria ao meu bel prazer. 

Mas, o não cristão as vezes faz coisas boas, você pode argumentar comigo sobre isso, e sim, concordo. Mas até essas coisas boas estão sujas e manchadas pelo pecado. Quando um ímpio ajuda um necessitado, ele visa algum benefício próprio. Uma falsa modéstia, onde na verdade, chama a atenção a si mesmo. 

Diferentemente de um cristão, que ajuda o necessitado, não para alcançar um alvo, mas por que o alvo já foi alcançado, a vitória já foi proclamada, e ajuda aquele que precisa por que Cristo já é Senhor e Salvador de sua vida. E algumas coisas me fazem refletir: Por que o não cristão ajuda o próximo (que ele não sabe que é próximo)? Primeiro que, Deus ainda se fez presente na vida daquela criatura, comunicando alguns dos Seus atributos, aqueles que Ele queria comunicar. E em segundo, a Graça comum que se expande a toda terra. E graças a Deus que ainda existe a Graça comum. Imagine um mundo dedicado ao mau! Homens completamente sem freios, escrúpulos e sem moralismos. Seria terrível!

A terra "geme" pelo pecado

Mas, para entendermos a vontade de Deus e como devemos adorá-Lo, Deus nos dá a lei, para que com amor, pudéssemos servi-Lo. Mas em nenhum lugar na Bíblia, você vê alguém sendo salvo através da lei. Cumpri-la não garante ida ao céu. Tanto que os mestres da lei, fariseus, saduceus, achavam que obedecendo a lei já estariam com o Pai, e isso não passa de mera religiosidade. Cristo veio não para abolir a lei, mas para cumpri-la, intensifica-la, potencializa-la. A lei falava: “Não mataras” (Ex. 20.13). Cristo diz: “Aquele que se irá com seu irmão, em seu coração já o matou”. 

Com isso, Cristo é o ápice da revelação. Ele veio para nos resgatar. A natureza sofre e geme, mas com a queda, a própria natureza não consegue transmitir o Grandioso Plano de Deus. Nem o homem, por si só consegue, se não for o Filho, enviado pelo Pai, para nos salvar. Todos nós seremos restaurados nessa volta de Cristo. Seremos glorificados por Ele e com Ele. A natureza irá parar de gemer, convivendo em harmonia, glorificando nosso Criador.

* Por Max Moreira – Estudante de Teologia e membro da Comunidade Batista Videira (Boa Vista - Roraima)

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