Líder de seita acusado de explorar mulheres sexualmente pode pegar prisão perpétua

Líder de seita acusado de explorar mulheres sexualmente pode pegar prisão perpétua 

As acusações do "guru" Keith Raniere envolvem crimes como tráfico de pessoas e distribuição de material pornográfico com crianças

O homem acusado de liderar uma sociedade secreta, onde as mulheres eram tratadas como escravas e tinham as iniciais do nome dele gravadas na pele com um cauterizador, foi julgado após sete semanas e pode ser condenado à prisão perpétua pelos crimes que lhes são impultados.

Durante os argumentos finais da defesa de Keith Raniere no julgamento em que é acusado por crimes como tráfico de pessoas e distribuição de material pornográfico com crianças, os promotores afirmam que a seita NXIVM, liderada pelo acusado, era apenas uma fachada para esconder um culto que mantinha mulheres como escravas sexuais, incentivava estupros e usava imagens íntimas dos integrantes do grupo para fazer chantagem contra elas. 

Os promotores tomaram por base um dos testemunhos do caso, de uma filha de uma das fundadoras do grupo, Lauren Salzman, que disse que Raniere esperava que as mulheres se comportassem como “cadelas famintas”. Ela e outras quatro pessoas envolvidas no caso fecharam acordos de admissão de culpa com a promotoria. 

Raniere disse que tinha uma vida “não convencional”, mas não cometeu qualquer tipo de crime. Os advogados de defesa reforçaram a tese, alegando que ter hábitos pouco convencionais não fere as leis do país. Também consideram que a instituição de seu cliente não era um culto, mas sim um lugar onde ajudava as mulheres a atingirem o “seu crescimento pessoal”. 

A história de Keith Raniere veio à tona em 2017, depois que uma matéria publicada pelo New York Times revelou a história de cinco mulheres que foram levadas a uma propriedade no estado de Nova York para serem “iniciadas” na seita. Segundo a reportagem, elas foram obrigadas a entregar fotos íntimas, que seriam usadas caso contassem a história a alguém. 

Também tiveram a pele marcada com um cauterizador — a imagem trazia as iniciais de Keith e da atriz Allison Mack, apontada como uma das líderes do grupo. Ela participou da série “Smallville”, como a personagem “Chloe” e chegou a ser presa em 2018, acusada de tráfico sexual, conspiração para tráfico sexual e conspiração para trabalho forçado. A atriz foi liberada após pagar fiança de US$ 5 milhões e aguarda em prisão domiciliar o julgamento, previsto para setembro deste ano. 

A atriz Alisson Mack é acusada de ter participado dos crimes praticados na seita e chegou a ser presa, no ano passado

Fonte: O Globo/ USAToday

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