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Twitter endurece combate aos "discursos de ódio". Mas a gente sabe que não é bem assim...

A ideia da rede social é combater qualquer tipo de discurso de ódio. Será que serão todos mesmo?

Uma das redes sociais mais notórias de todos os tempos, o Twitter há tempos dá indícios de não ser muito tolerante com quem propaga ideologias consideradas racistas, preconceituosas e discriminatórias em relação a gênero, sexo, raça e até religião. Assim, na última terça-feira (9), o site anunciou que modificou sua política de relacionamento e que será mais duro quanto ao que considerar “discurso de ódio”. 

"Após meses de conversas e comentários do público, de especialistas externos e da nossa própria equipe, estamos ampliando nossas regras contra as condutas de ódio para incluir a linguagem que desumaniza outros baseando-se em sua religião", diz a equipe de segurança do Twitter, que mostrou como exemplos a ser retirados a descrição de membros de alguma religião como "repugnantes" ou "animais sujos". 

Na teoria, a rede social vai estar atenta a qualquer tweet que possa ser entendida como nociva ou que tenha “linguagem desumanizadora” tendo a religião (qualquer uma) como “pano de fundo”. Na prática, a gente sabe no que isso vai dar... qualquer publicação que seja contrária aos ditames “lacradores” será duramente repreendido. 

A rede social eliminará esse tipo de tweet quando forem denunciados e as contas relacionadas serão suspensas. Não importa se a postagem enquadra-se no espectro da opinião ou liberdade de expressão. Foi considerada ofensiva? É banimento na certa. E não é de agora que o Twitter vem demonstrando sua inclinação mais à “esquerda”, excluindo contas de pessoas que são de direita. 

E, se tratando de religião, o problema ainda será bem maior. Qualquer publicação contra homossexualidade, ideologia de gênero, aborto ou consumo de drogas ilícitas – alguns dos temas mais discutidos e combatidos por religiosos, principalmente cristãos católicos ou protestantes, pode ser considerado discurso de ódio pela rede social e ser imediatamente reprimido. 

Por conta do que já vem sendo praticado no Twitter, outras plataformas foram criadas a fim de abrigar aqueles que tiveram suas contas suspensas ou quem simplesmente já não suporta mais o viés ideológico seguido da rede social. Um exemplo foi o “GAB”, que chegou a ser derrubada no ano passado após o autor de um atentado ter utilizado a rede social para divulgar seus crimes.

Agora, nos resta esperar para ver como, não apenas o Twitter, mas também as demais redes sociais, vão se comportar quanto à liberdade de expressão. Será que as duras regras valerá para todos ou apenas para cristãos conservadores?

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* Por Fábio Cavalcante - Jornalista e editor-chefe do Portal Cristianismo Iconformado; fotógrafo, músico, estudante de Teologia e entusiasta de Filosofia. Atualmente é membro da Igreja Batista Imperial, em Boa Vista (RR).  

Saiba mais sobre o que penso: 
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