“Abuso sexual não se justifica nem se explica. Se pune”, diz ministra

Damares Alves: "Não me sinto perseguida. Não sou eu que estou sendo perseguida, é a ideologia que estamos trazendo"

A questão do abuso sexual foi um dos principais temas da entrevista da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, ao programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar na próxima terça-feira (6). Na conversa com a jornalista Roseann Kennedy, a ministra foi incisiva ao rejeitar qualquer tentativa de justificar uma violência sexual. 

“Abuso não se justifica, não se explica, não se minimiza e não se relativiza. Abuso é abuso. E o abusador tem que ser contido, preso e punido”, disse a ministra, ao comentar sobre os altos índices de abusos sexuais registrados na Ilha do Marajó (PA) e do programa de prevenção e combate a este tipo de crime que começou a ser desenvolvido na região. 

Damares explica ainda, a polêmica em torno do projeto de levar uma fábrica de calcinhas para o local, ressaltando que mais uma vez, uma frase sua foi tirada do contexto e amplamente divulgada na mídia. 

“Resolvemos ir para lá [em Marajó]. E aí, conversando com os agentes envolvidos, uma autoridade me disse ‘Olha, ministra, abuso lá é tão grande e há um estudo que falam que um dos motivos de abusar meninas é porque elas são tão pobrezinhas que elas não têm calcinha’. Aquilo me irritou demais. Como é que tu vais justificar o abuso por falta de calcinha?”. 

Ela continua. “Aí em uma reunião eu disse, “Olha, se o problema da ilha do Marajó é fome, vamos levar comida. Se estão abusando de meninas por falta de emprego, vamos levar empresas para lá, vamos levar a fábrica’. Pegaram quando eu estou irritada falando que eu não aceito nenhuma justificativa para o abuso, pegaram só essa frase, de novo. Editaram. E disseram que eu falei que o abuso lá é por falta de calcinha”. 

A ministra destacou que é vítima dos ataques da mídia simplesmente pelo fato dela ser cristã e não militar pelas pautas da esquerda. “O problema é comigo. O problema não é que eu falei, o problema é torcer para não dar certo. O problema é uma torcida muito grande que este governo não dê certo. Não me sinto perseguida. Não sou eu que estou sendo perseguida, é a ideologia que estamos trazendo. É a proposta que estamos trazendo. São as iniciativas que estamos trazendo”. 

Fonte: Conexão Política

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