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CHINA| Após oito meses preso pelo regime comunista, cristão é liberto

Li Yingqiang e família: ele foi preso em dezembro do ano passado, a mando do governo comunista chinês (foto: Divulgação/ Pray for Early Rain Covenant Church)


Um membro da Early Child Covenant Church na China foi libertado após cumprir oito meses de prisão. Porém, a localização do pastor da igreja, que também chegou a ser preso, permanece desconhecida. 

Um grupo do Facebook que fornece atualizações sobre a igreja relata que Li Yingqiang, que estava entre os 160 membros da Early Early Rain presos durante as invasões do governo comunista à igreja no ano passado, foi solto sob fiança no domingo (18). 

"Ontem, o idoso Li Yingqiang foi libertado da prisão após oito meses em detenção criminal", diz o post. "Ele foi enviado de volta para sua cidade natal, onde ele se reuniu com sua esposa e filhos". 

A prisão de Li aconteceu em 11 de dezembro de 2018, poucos dias após a prisão do pastor Wang Yi e sua esposa, Jiang Rong. O governo tentou fechar a igreja como parte de uma ofensiva contra a adoração não sancionada pelo Estado, já que regulamentações mais rigorosas sobre assuntos religiosos foram aprovadas no início do ano passado. 

De acordo com a BBC, os membros do Early Rain adoram abertamente e são muito públicos quanto a sua fé, algo que atraiu a ira do um governo comunista chinês, que constantemente reprimiu a liberdade para muitas religiões. Além disso, o pastor Wang tem sido muito crítico do controle exercido pelo estado sobre a religião na vida pública.

Pastor continua preso

Pastor Wang Yi atraiu o ódio do governo após declarar abertamente seu repúdio à intervenção estatal à fé da população (foto: Divulgação) 

Embora Li tenha sido libertado, outros membros da igreja ainda estão detidos, incluindo o pastor Wang, que foi presoo sob a acusação de "incitar a subversão do poder do Estado". Ele foi preso junto com sua esposa, Jiang, em 9 de dezembro de 2018. Em junho, ela foi solta sob fiança após seis meses de detenção. 

Mesmo depois de oito meses de detenção, a comunidade ainda não tem certeza de onde Wang está sendo detido. No último dia 10 de agosto, uma declaração de emergência sobre Wang foi divulgada na página do Facebook da Pray for Early Early Covenant Church, explicando que as autoridades em Chengdu estão nomeando advogados para defender o pastor em vez de permitir que ele use seus próprios advogados. 

“O pastor Wang Yi é um servo fiel de Deus e um pastor altamente respeitado que recebeu muita atenção. Sua pregação sempre aderiu aos princípios de Cristo como a única Cabeça e a separação entre Igreja e Estado", diz o comunicado do Facebook. 

Crescente perseguição 

A Early Child Covenant Church: "Não vamos desistir de servir ao Senhor", declaram os membros (foto: Divulgação)

Nas últimas duas décadas, a China tem sido continuamente designada pelo Departamento de Estado dos EUA como um “país de preocupação particular” para violações notórias de liberdade religiosa. Além da repressão chinesa às igrejas cristãs clandestinas, o governo chinês também persegue membros de outras tradições religiosas não oficialmente reconhecidas pelo Estado. 

No início de 2018, o regime comunista aprovou novas regulamentações sobre assuntos religiosos na China que proibiam ensinos religiosos “não autorizados”. As novas regulamentações foram escrutinadas por ativistas de direitos humanos em todo o mundo, incluindo a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional. 

“O governo chinês continuou a perseguir todas as religiões em um esforço para 'chinesizar' a crença religiosa, uma campanha que tenta não apenas diminuir e apagar a prática independente da religião, mas também a herança cultural e linguística de comunidades religiosas e étnicas, particularmente os budistas tibetanos e os muçulmanos uigures ”, afirma o relatório anual da comissão, em 2019. 

A missão Portas Abertas dos EUA classifica a China como o 27º pior país do mundo quando se trata de perseguição cristã em sua World Watch List de 2019. De acordo com a organização, que monitora a perseguição em mais de 60 países em todo o mundo, a gestão de assuntos religiosos na China agora se encontra com o Partido Comunista da China, não apenas o governo. 

"Desde que o Partido Comunista assumiu, a implementação dos regulamentos sobre religião, o tratamento de grupos religiosos, especialmente cristãos, tornou-se muito mais severo em todo o país. A repressão contra cristãos acontece em todo o país e em igrejas aprovadas e não registradas pelo estado. Os jovens estão sendo cada vez mais removidos da vida da igreja. A adoração é monitorada via espiões. E professores e profissionais de saúde são informados de que não podem ter nenhuma afiliação religiosa”, explica um informe da missão Portas Abertas. 

Fonte: The Christian Post

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