Para cristãos perseguidos, a internet é tanto uma bênção quanto uma maldição


Como você vê o mundo? Uma pesquisa recente diz que, em média, os adultos no Reino Unido passam três horas e meia por dia em seus telefones. E isso não inclui laptops, TVs, consoles de jogos, Fitbits, as telas sensíveis ao toque no checkout do supermercado ou o navegador via satélite nos carros. 

Esqueça os nossos próprios olhos. Vemos o mundo através de monitores de retina prontos para HD com densidade de pixels indetectáveis ​​e milhares de milhões de cores. Ver o mundo através de uma tela afeta a maneira como pensamos e o que acreditamos. 

Na maior parte, esse desenvolvimento tem sido uma coisa boa. A tela revolucionou a forma como trabalhamos e vivemos. Temos acesso a novas informações e ideias; podemos nos conectar com seus entes queridos e colegas ao redor do mundo. 

Podemos levantar nossa voz através da mídia social e exigir um reembolso da Tesco ou iniciar um movimento global pela mudança. E ainda, de acordo com a gigante de tecnologia LG, 90% de nós entram em pânico com a perda de energia em nossos telefones. 

Outro estudo descobriu que quanto mais tempo as pessoas relataram gastar no Instagram, mais ansiosas e deprimidas se sentiam. Nossas telas podem ser forças para o bem e podem afetar negativamente nossa saúde mental. 

Da mesma forma, para a igreja perseguida, a internet é tanto uma bênção quanto uma maldição. Para os cristãos isolados e que vivem secretamente sua fé, a internet permite que eles se conectem com os crentes de todo o mundo. A internet tem contribuído bastante para que os cristãos perseguidos tenham comunhão com crentes do mundo inteiro, ouçam sermões e leiam a Bíblia, os quais podem ser ilegais ou de difícil acesso em seu país. 

Mas há países, como é o caso do Egito, em que mensagens de cristãos provocaram acusações de blasfêmia, levando a prisões, tumultos e violência contra as comunidades cristãs. Para muitos, a internet é restrita e a atividade é rastreada. Então, resta aos cristãos serem cautelosos sobre o que leem, veem e compartilham. 

A cristã Fátima conheceu bem essa realidade. E da pior forma. Ela foi criada como muçulmana na Arábia Saudita. Quando criança, se dedicava à sua fé. Mas na universidade, Fátima tinha muitas perguntas. Quando ela conheceu um cristão que havia se convertido do Islã, essas questões cresceram. 

Foi lendo o Novo Testamento que a convenceu de que o verdadeiro caminho estava em Jesus. "Enquanto lia a Bíblia, senti que Deus estava muito perto, que não havia barreiras entre nós. O que realmente me atraiu foi a história de Jesus. Em minha opinião, esta é a maior história da história da humanidade". 

Fátima foi secretamente batizada e começou um blog sob um pseudônimo para contar aos outros sobre a sua jornada com Jesus. Sua família suspeitou que algo estava acontecendo. Quando seu irmão encontrou seu laptop aberto, ele ficou cheio de raiva por ela ter abandonado o Islã por Jesus. Ele a torturou até a morte, na tentativa de silenciá-la 

por causa de sua fé, mas isso não funcionou. Um de seus posts, publicados pouco antes de sua morte, foi visto por milhões de pessoas, onde dizia: 

"E o Messias diz: 'Bem-aventurados os perseguidos'. E nós, por amor de Cristo, todas as coisas suportam. Chega! Suas espadas não me preocupam, nem mal ou desgraça. Suas ameaças não me incomodam e não temos medo. E, por Deus, sou cristã até a morte". 

* Naomi Allen - líder de uma equipe de jovens da Missão Portas Abertas  no Reino Unido e Irlanda.


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