Pesquisadores israelenses descobrem avanço no tratamento da esquizofrenia entre mulheres


O estudo é considerado um “avanço na pesquisa da esquizofrenia”, porque é uma replicação independente, enfatiza as diferenças na esquizofrenia entre mulheres e homens

Pesquisadores israelenses do Sheba Medical Center, em Tel Hashomer (perto de Tel Aviv), da Escola de Medicina da Universidade de Tel Aviv, nos EUA e na República da Moldávia, divulgaram nesta semana um estudo de replicação independente, onde apresentam avanço no tratamento da esquizofrenia, principalmente entre as mulheres. 

O estudo foi publicado na revista JAMA Psychiatry, sob o título "Efeito do estradiol adjuvante na esquizofrenia entre mulheres em idade fértil: Um ensaio clínico randomizado". Toda a pesquisa foi financiada pelo Instituto de Pesquisa Médica Stanley, uma organização de caridade sem fins lucrativos, com sede em Washington DC. 

Liderado pelo Dr. Mark Weiser, de Sheba, o estudo é considerado um “avanço na pesquisa da esquizofrenia”, porque é uma replicação independente, enfatiza as diferenças na esquizofrenia entre mulheres e homens, indica estudos adicionais de estrogênio na esquizofrenia e incentiva o desenvolvimento de novos compostos que ligam receptores de estrogênio no cérebro. 

Os pesquisadores, que administraram estrogênios transdermicos (estradiol transdermico) a 200 mulheres na pré-menopausa com esquizofrenia durante oito semanas, relataram melhorias nos sintomas positivos (ilusões e alucinações) e sintomas negativos (falta de iniciativa, mas capacidades sociais). As mulheres continuaram a receber o remédio antipsicótico, enquanto usavam os adesivos, ao mesmo tempo em que um grupo de controle tinha um placebo em vez de um adesivo eficaz. 

Mais mulheres no grupo de estradiol relataram desconforto e ganho de peso, mas nenhum outro evento adverso diferiu significativamente entre eles, escreveram os pesquisadores. Os efeitos benéficos foram mais dramáticos em mulheres entre as idades de 38 a 45 anos. 

Os autores disseram que não anteciparam este achado de idade, no entanto, o mesmo se encaixa com os dados epidemiológicos que encontram o início da esquizofrenia num período de 2 a 4 anos depois em mulheres, do que nos homens. E elas têm uma menor incidência de esquizofrenia até os 35 a 44 anos, quando começam a ter uma incidência aumentada. Além disso, as mulheres são mais propensas a ter seu primeiro episódio esquizofrênico durante um ciclo de estradiol no ciclo menstrual. 

O estradiol pode ser um tratamento eficaz para a esquizofrenia, concluíram os pesquisadores. "Esses resultados devem ser vistos no contexto das diferenças no curso natural da esquizofrenia entre mulheres e homens". Estudos futuros, sugeriram, devem ser feitos para avaliar a segurança da administração de estradiol a mulheres na pré-menopausa, já que o adesivo aumenta o risco de eventos tromboembólicos, que são complicações raras, mas sérias. 

Fonte: Breaking Israel News

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