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“Traficantes evangélicos”: a nova “classe goshpel” criada pelo Estadão

Palhaçada! 

O mau-caratismo do jornalismo brasileiro a cada dia sobe de nível. Ou desce, sei lá. Mas a verdade é que há sempre alguém pronto para esculachar o Evangelho e os milhões de trabalhos missionários mundo à fora. Dessa vez (ou mais uma vez), foi o jornal O Estado de São Paulo, que em matéria publicada neste domingo (18) se mostra cometendo o mesmo crime que julgava estar condenando: a intolerância. 

Na matéria assinada pela jornalista – e militante socialista, claro – Roberta Jansen, o “Estadão” denunciou o que seriam atos de intolerância religiosa promovida contra terreiros de Umbanda e Candomblé na Baixada Fluminense (RJ). Os autores: traficantes evangélicos. Sim. Quando li, logo imaginei uma classe na Escola Bíblica Dominical (EBD) só para os manos com seus fuzis. Palhaçada! 

Parece que agora há um grupo, intitulado “Bonde de Jesus”, que anda ‘tocando o terror’ em nome de Deus. É uma espécie de Cruzados da favela. O texto até chega a citar a fala de um delegado que esclarece que se trata de um grupo composto por traficantes que se converteram (alguns, ainda na prisão), mas que entenderam errado o propósito do Evangelho e se tornaram soldados de uma espécie de Guerra Santa tupiniquim. 

O problema é justamente a forma como a matéria trata do caso, colocando – nas entrelinhas – toda a comunidade cristã no mesmo balaio. O ideal seria que a real já viesse no título: “Traficantes fazem mau uso da fé e promovem atos de intolerância religiosa” ou algo parecido. Agora, dizer “traficantes evangélicos” é o cúmulo da sandice. A repórter ouviu dois pastores – um deles, membro da Comissão Contra a Intolerância Religiosa. Mas o espaço concedido a eles foi curtíssimo. Poderia ter estendido e deixado que eles explicassem a diferença de alhos para bugalhos. 

Quero crer que faltou um pouco de bom senso por parte da jornalista. Só o fato de traficante ser o que é já lhe exime de qualquer ligação à fé cristã. Se é traficante, não pode ser evangélico, pois é sabido que as igrejas não ensinam seus membros a promoverem a balbúrdia em templos, terreiros ou qualquer local de culto alheio (a não ser que você tenha o cérebro de minhoca de tanto ‘cheirar’ a Bíblia. Enfim...). 

Atos de intolerância são reprovados. E assim o devem ser. Temos que levar a mensagem de Cristo sem força ou violência, mas unicamente sob o manto do Santo Espírito (Zc 4.6). Aqueles que se permitirem ouvir o Evangelho e assim crerem, confirmarão a salvação em Cristo, conforme cremos. Não é necessário impor essa condição por meio de atos imbecis e desumanos. Nossa missão é evangelizar. O Espírito Santo é quem se responsabiliza pelas vidas. 

Que o mundo, especialmente jornalistas militantes, compreendam isso!

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* Por Fábio Cavalcante - Jornalista e editor-chefe do Portal Cristianismo Iconformado; fotógrafo, músico, estudante de Teologia e entusiasta de Filosofia. Atualmente é membro da Igreja Batista Imperial, em Boa Vista (RR).  

Saiba mais sobre o que penso: 
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