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No México, líderes cristãos se tornam alvos mortais de narcotraficantes

O padre José Martín Guzmán Vega foi assassinado a facadas em agosto passado| FOTO: Diocese de Matamoros

Um padre católico romano e um pastor evangélico foram mortos no México. Outro pastor encontra-se desaparecido. Segundo relatos, trata-se de uma ação orquestrada por carteis de drogas que atuam no país, que nos últimos anos têm mirado líderes protestantes e católicos por conta da oposição destes ao narcotráfico. 

José Martín Guzmán Vega, padre da paróquia de Cristo Rey, na área de Matamoros, em San Adelaida, foi morto em 22 de agosto em Matamoros, estado de Tamaulipas. Segundo o Catholic Multimedia Center (CCM), o clérigo foi esfaqueado várias vezes dentro de seu prédio paroquial. Ele tinha 55 anos. 

Com ele, sobe para 27 o número de padres mortos no México desde 2012, segundo o CCM. A Policía de Investigação ainda está em busca de suspeitos. 

No outro lado do país, no estado de Oaxaca, no sudoeste do México, o pastor Alfrery Líctor Cruz Canseco foi morto a tiros em Tlalixtac de Cabrera em 18 de agosto, pouco depois de liderar um culto na igreja da Fraternidad Cristiana, de acordo com informações locais. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital. 

As autoridades e a mídia mexicana notaram um aumento na violência na área, com um grupo de drogas chamado Cartel de Oaxaca emitindo ameaças nas mídias sociais para mais execuções no sul do México. Autoridades relatam mais de 180 assassinatos na área de istmo do sudeste de Oaxaca até agora este ano. 

Pastor Alfrery Líctor Cruz Canseco: morto a tiros 

Um segundo cartel chamado Nueva Plaza também apareceu na área. Com armas de alto calibre, coletes à prova de balas e rostos cobertos, os membros ameaçaram outros grupos criminosos, policiais e funcionários do governo. 

Em Tamaulipas, o pastor Aaron Méndez Ruíz, chefe de um abrigo para refugiados, foi sequestrado em 3 de agosto, enquanto interferia nos esforços de um grupo de drogas para sequestrar imigrantes cubanos, disseram trabalhadores à agência de notícias espanhola EFE. Para o presidente-executivo da Christian Solidarity Worldwide (CSW), Mervyn Thomas, o governo mexicano deve proteger os civis. 

"Insistimos que o governo mexicano garanta a segurança de populações civis em áreas com forte influência de grupos criminosos e que desenvolva estratégias para apoiar líderes religiosos e outros atores da sociedade civil que estão ameaçados", disse Thomas, em comunicado à imprensa. 

No ano passado, 10 líderes religiosos foram mortos no México, pelo décimo ano consecutivo em que o país foi classificado como um dos mais perigosos do mundo. O relatório anual da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional de 2017 observou que gangues do crime organizado, como Los Zetas e Cavaleiros Templários, têm como alvo padres católicos e outros líderes religiosos com ameaças de morte, extorsão e intimidação. 

O México ocupa a 39ª posição na World Watch List de 2019 da Missão Portas Abertas, que atua em apoio à igreja em locais de forte perseguição. 

Fonte: Christianity Today

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