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Obra literária mostra "bastidores" de histórias bíblicas


Imagine a conversa entre soldados aflitos observado um jovem franzino pastor em campo aberto indo à luta contra um gigante guerreiro. Ou os pensamentos e as aflições de uma mulher rejeitada pela sociedade, antes de se deparar com um profeta junto a um poço que mudará sua vida para sempre. 

O jovem escritor Gabriel Alencar não só pensou em tudo isso como também registrou em sua primeira obra literária “Personagens não bíblicos e suas histórias”, publicada pela editora Cultor de Livros, que está há 10 anos no mercado editorial. 

Capa do livro, publicado pela
editora Cultor de Livros
A obra é uma antologia contendo 22 contos que abordam o cotidiano de pessoas que teriam vivido nos tempos bíblicos, enfatizando as coisas simples do dia a dia, possibilitando ao leitor relacionar-se com as personagens e ver lutas e vitórias com as quais possa se identificar. 

Gabriel, membro da II Igreja Presbiteriana de Boa Vista (RR) desde os 5 anos de idade, tomou inspirações tanto no material bíblico, quanto de fontes externas, para compor as histórias. 

Depois que entrou no mundo da literatura e começou a ganhar espaço (veja logo mais abaixo), percebeu que era hora de “sair do básico” e dar um passo além. “Sabe aquelas decisões de fim de ano? Pois é. No fim do ano passado decidi que em 2019 eu escreveria um livro e o publicaria”. 

E foi assim. Apesar do contexto bíblico, o livro não é restrito apenas à comunidade religiosa, mas a todas as pessoas, independente de seu credo ou confissão de fé – ou ausência destes. 

A proposta é direcionar o foco aos “bastidores” do texto bíblico, mostrando como seria os dilemas, as dificuldades ou as aflições dos personagens que não foram registrados pelos autores. 

“Como eu já estava na vibe de escrever contos, decidi que seria uma antologia. Como sou grande fã de Érico Veríssimo, falando de coisas do cotidiano, dos dramas humanos comuns a todos, em suma, dessa ‘fantasia do cotidiano’, resolvi então falar do cotidiano de personagens que teriam vivido nos tempos bíblicos. Quais seriam seus problemas? Como era o dia a dia? Com o que lidavam e como resolviam suas questões?”, diz. 


Trajetória na arte 

Gabriel Alencar está apenas há três anos envolvido com a literatura
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FOTO: Arquivo Pessoal
A história de Gabriel com a literatura é recente. Inicialmente, sua predominância nas artes estava na música. Toca piano e cello e é tenor e compositor lírico. Algumas de suas obras já foram tocadas pela Orquestra Municipal de São Paulo. Além disso, é graduado com láurea acadêmica em Relações Internacionais, Especialista em Geopolítica e Relações Internacionais e Mestre em Sociedade e Fronteira, atualmente trabalhando como servidor público. 

Porém, em 2016, tudo isso mudou. “Era um dia de trabalho, eu folheava um jornal quando me deparo com a notícia ‘Último dia para inscrição no Concurso Literário Aldenor Pimentel’. Fiquei curioso, li o regulamento, vi que não tinha custo nenhum e pensei: por que não?”. 

Eram duas categorias no concurso: conto e poesia. Tentou as duas. Na mesma hora, escreveu um poema e logo em seguida, um conto. “Mas tinha um porém: eu nunca havia escrito um conto. Falando sério, eu fui no Google e digitei ‘O que é um conto’. Me familiarizei com as regras e escrevi qualquer coisa”. 

Resultado: primeiro lugar em poesia e terceiro lugar em conto. Daí, não parou mais. Depois dessa surpresa, resolveu aperfeiçoar ainda mais seu texto e passou a se inscrever em outros concursos Brasil à fora. “Desde 2016, não teve um ano em que eu não tivesse conto publicado, ou menção honrosa, ou mesmo estivesse no pódio de algum concurso. E foi assim”. 

Entre os prêmios recebidos, destacam-se: Conto publicado na 2ª edição da Revista LiteraLivre (2017); Conto selecionado para a antologia "Máquina Consciencial" (2018); III Concurso Palavradeiros (2018): 1o lugar (conto); Menção honrosa no IV Concurso Literário Icoense (2019). Apesar disso, Gabriel ainda se considera humildemente um escritor iniciante. 

“Sou um escritor ao acaso e sem medo de dizer que sou iniciante, que tenho ainda muito a aprender e melhorar. Afinal, são apenas 3 anos na literatura. E só depois de 2018 que passei a encarar esta arte mais ativamente”, ressalta o jovem escritor, que publica seus textos regularmente em seu blog - escritoraoacaso.blogspot.com.br e no Instagram: @escritoraoacaso.

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