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Na Irlanda do Norte, profissionais de saúde ameaçam deixar seus empregos, em protesto contra lei abortista

Os profissionais pró-vida alegam que não querem ser obrigados a cometer um "crime contra a vida" | FOTO: Ilustração/Google 

Profissionais de saúde da Irlanda do Norte, incluindo médicos de família, ameaçam abandonar seus empregos caso legislação pró-aborto aprovada no país, que é predominantemente pró-vida, não seja devidamente reparada. O aborto foi descriminalizado na Irlanda do Norte por parlamentares  ingleses de Westminister em outubro passado. 

O Dr. Andrew Cupples está entre as 135 equipes médicas, incluindo médicos, enfermeiras, parteiras e farmacêuticos, que assinaram uma declaração indicando que estão descontentes por terem de participar de abortos com “capacidade auxiliar, administrativa ou gerencial”.

“Para muitos, os pedidos para atuar em uma tarefa auxiliar, administrativa ou gerencial na provisão de aborto podem ser igualmente problemáticos. A realização de tais tarefas pode ser a chave para um aborto e pode levar o profissional em questão a sentir que é cúmplice de algo que acredita estar profundamente errado", diz o manifesto.

O grupo afirmou também que alguns agora podem optar por deixar a profissão médica. A chamada “consulta” sobre os novos serviços planejados de aborto foi introduzida em novembro. Parlamentares pró-vida na Irlanda do Norte, como a Baronesa O'Loan e Lord Maurice Marrow, se opuseram à imprecisão das perguntas na consulta.

Philip Lynn, oficial de desenvolvimento da filial da Sociedade para a Proteção das Crianças Não Nascidas da Irlanda do Norte (SPUC), disse ao LifeSiteNews que forçar os profissionais médicos a cometer o aborto viola a base de cuidados de saúde no país.

“O aborto, por sua própria natureza, é um ato de violência letal contra uma criança; não é assistência médica. A obrigação de a equipe médica participar de atos de aborto mina a tradição hipocrática que sustenta a prática médica na Irlanda do Norte e viola sua liberdade de consciência, conforme garantido pela Lei de Direitos Humanos de 1998", disse Lynn.

No final de novembro, milhares de irlandeses do Norte protestaram contra a nova e radical legislação de aborto imposta a eles pelos parlamentares de Westminster. Até então, a Irlanda do Norte era a parte mais segura do Reino Unido para os bebês ainda não nascidos, principalmente aqueles diagnosticados com deficiências. 

A Irlanda do Norte rejeitou a Lei de Aborto do Reino Unido de 1967 e, desde então, os nascituros na região continuaram sendo protegidos pela Lei de Ofensas contra a Pessoa de 1861. A nova lei revoga as seções da Lei de 1861 que defendem os nascituros. Os líderes pró-vida descreveram a situação atual como um estado de "caos legal".

Fonte: LifeSiteNews


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