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Iraniano convoca cristãos e muçulmanos a reagirem contra humorístico da Netflix. E de forma pacífica

Ali Qomi condenou o humorístico, que ofende a pessoa de Jesus, considerado um profeta sagrado para o Islamismo

O especial de natal “A primeira tentação de Cristo”, do grupo Porta dos Fundos na Netflix, pelo visto, não aborreceu apenas os cristãos. O iraniano Sheij Alí Qomi, um dos principais operadores do Islã na América Latina, publicou vídeo no último dia 29 de dezembro no Youtube onde condenou a ofensa praticada pelos referidos humoristas brasileiros e ainda chamou muçulmanos e cristãos a reagirem – sem violência – contra a blasfêmia.

Talvez haja dúvida: por que um muçulmano se sentiria ofendido quanto a uma zombaria contra Cristo? A resposta é simples: no Islã, Jesus é considerado um profeta sagrado, bastante venerado. E dessa forma, uma zombaria contra Ele é inadmissível. Por cerca de 44 minutos, Qomi explica a seus seguidores quem é o Porta dos Fundos e critica todas as produções feitas para zombar da fé cristã, principalmente os especiais de natal.

“Justo no natal, quando os fiéis querem comemorar o nascimento [de Jesus], não importa que seja um nascimento histórico ou simbólico, o importante é recordar o santíssimo Jesus, a bendita Virgem Maria”, disse o iraniano, que qualificou como uma terrível ofensa retratar Jesus tanto como revolucionário esquerdista, quanto como um homossexual. 

Além disso, Qomi fez menção da tentativa midiática de implantar na mente da população os conceitos de “ideologia de gênero”, em que estariam colocando “os filhos dos crentes ao risco de exposição às práticas homossexuais”, fazendo alusão ao episódio em que o Ló (também tido como profeta no Islamismo) recebeu anjos em Sodoma e os homens dessa cidade ameaçaram “violá-los”. 

O iraniano pediu a união entre cristãos e mulçumanos em uma campanha contra a Netflix, de forma intelectual e pacífica, buscando todos os meios jurídicos necessários para impedir a veiculação do especial do Porta dos Fundas. No entanto, ainda que não pregasse o uso da violência, Qomi citou o caso do escritor Salman Rushdie, autor do livro "Os versos satânicos", que lhe rendeu em a fatwa emitida pelo aiatolá Ruhollah Khomeini. 

Em outras palavras, o escritor deve ser morto por ter zombado do Islã. O incidente é citado por Qomi, soando como um alerta. “Desde então, nunca mais ousaram fazer qualquer blasfêmia contra o Alcorão”, disse o iraniano.    

Assista: 




Quem é Alí Qomi?
Qomi é um dos principais operadores
do Irã na América Latina
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FOTO: Arquivo pessoal

De acordo com o jornalista Leonardo Coutinho, do jornal Gazeta do Povo, Alí Qomi é um importante operador do Irã na América Latina, sendo responsável por enviar a mensagem "cultural e religiosa" para os grupos vinculados ao seu sogro que vive escondido no Irã. 

Qomi é também genro e braço direito de Mohsen Rabbani, clérigo responsável por comandar diversos atentados terroristas, entre eles o praticado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) na Argentina, em 1994.

Coutinho diz ainda que Qomi passou a substituir o sogro Rabbani, por causas das limitações que ele passou a ter depois que seu nome entrou na lista de procurados da Interpol. Além disso, o iraniano chegou a recrutar alunos em centros islâmicos e formados na cidade sagrada de Qom, inclusive, brasileiros. 

“Ser genro de um terrorista não faz de Qomi automaticamente um. Mas o círculo de relações dele está repleto do que há de mais radical na política e religião iranianas. Por sinal, elementos indissociáveis naquele país. Bem ao estilo iraniano, o clérigo dá mil e uma piruetas para enviar a sua mensagem sem se comprometer. Parece apostar em um maluco tupiniquim que possa lhes fazer o favor de vingar a imagem de Isa ibn Maryam (Jesus, filho de Maria), como os muçulmanos se referem ao profeta que pavimentou os caminhos de Mohammad, o fundador da religião deles, e também abrirá as portas do paraíso dando início ao Juízo Final”, diz o jornalista. 

Justiça – Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli derrubou a decisão do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que determinava a retirada do "Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo" na Netflix.  

Tóffoli alegou em sua decisão que uma sátira humorística não poderia abalar os valores da fé cristã, conforme teria sido alegado pelo desembargador carioca e que por isso, não haveria a necessidade de impedir a reprodução de uma obra audiovisual. 


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