Após ser espancada, ativista cristã iraniana é enviada a prisão ferminina

Fatemeh Mohammadi, conhecida como "Mary", passou a ser perseguida após se converter ao Evangelho e abandonar o Islã | FOTO: Divulgação
A ativista cristã Fatemeh Mohammadi, 21, foi brutalmente espancada e está sendo detida na famosa prisão feminina de Qarchak desde janeiro deste ano. Ex-muçulmana, ela escolheu ser conhecida como Mary desde sua conversão. 

Mary foi presa perto da Praça Azadi, em Teerã, durante protestos após o abate de um avião de passageiros ucraniano. Vários manifestantes foram presos, mas não está claro se Mary estava participando dos protestos. Ela foi assediada repetidamente pelas autoridades e, em 2018, passou seis meses na prisão de Evin, em Teerã, por suas atividades evangélicas consideradas subversivas.

Por várias semanas, o paradeiro de Mary era desconhecido e seus amigos e familiares estavam cada vez mais ansiosos, mas a Agência de Notícias dos Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) descobriu que ela está presa em Qarchak, cerca de 35 km ao sul de Teerã. Ela é uma das cerca de 2.000 mulheres na prisão superlotada. 

Mary foi espancada ao ser presa e também ao ser levada para o centro de detenção de Vozara em Teerã, algemada de costas com outra mulher,em uma forma de cruz particularmente desconfortável. Policiais homens e mulheres a espancaram com tanta severidade que os hematomas ficaram visíveis por três semanas.

Em julho de 2019, Mary enfrentou acusações criminais, eventualmente anuladas, relacionadas ao uso "impróprio" do hijab. As acusações foram feitas depois que ela apresentou uma queixa à polícia de um ataque contra ela. Em dezembro do mesmo ano, foi expulsa sem explicação da Universidade Azad de Teerã na véspera de seus exames. 

Fonte: Christian News/ Iran Human Rights Watch


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