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Comparando detentos a Anne Frank, ativistas pedem desencarceramento em massa nos Estados Unidos

A imagem de Anne Frank - que morreu de uma epidemia quando esteve em campos de concentração - é utilizada para libertar os detentos, que correm o risco de serem tocados pelo Covid-19 |FOTO: Never Again Action

Ativistas do grupo de imigração judeu Never Again Action vem atraíndo a atenção da sociedade e da mídia, ao protestarem pela liberação de detentos dos presídios dos Estados Unidos, por conta da pandemia de coronavírus. Os manifestantes utilizam como símbolo de sua pauta política uma imagem de Anne Frank, judia que morreu nos campos de concentração nazistas.     

A imagem da jovem - um dos símbolos contra o nazismo e o holocausto judeu na II Guerra Mundial, chegou a ser projetada no edifício federal John F. Kennedy, em Boston, no último fim de semana. Ao lado, uma frase traz a mensagem dos ativistas: "Anne Frank morreu de uma doença infecciosa em um centro de detenção lotado". 

A Never Again Action faz parte de um esforço nacional montado por ativistas progressistas baseados na fé e em líderes religiosos para libertar o maior número possível de pessoas mantidas em prisões, prisões e instalações de detenção de imigração quanto possível para protegê-las dos surtos da infecção por coronavírus que se espalha rapidamente.

Os manifestantes defendem que 2,3 milhões de pessoas encarcerados em prisões locais e prisões estaduais e federais correm um grande risco de contrair o Covid-19. Milhares já foram liberados por estados e condados nos EUA, seguindo as orientações dos órgãos de saúde pública e correções para tentar retardar a propagação do coronavírus.

"Os governadores podem salvar centenas de vidas neste momento libertando esses detidos", disse Elizabeth Weinbloom, que ajuda a liderar as campanhas da Never Again Action em Boston. “Um surto em uma dessas instalações os tornará tão mortais quanto Dachau (local de um dos campos de concentração nazistas). Não é necessária intenção assassina para que uma instalação se torne um campo da morte; inação terá o mesmo efeito".

Os manifestantes defendem que 2,3 milhões de pessoas encarcerados em prisões locais e prisões estaduais e federais correm um grande risco de contrair o coronavírus |FOTO: Rich Pedroncelli/AP

Se possível, os ativistas querem que as autoridades libertem detentos com mais de 50 anos de idade, grávidas, que tenham um sistema imunológico comprometido ou que estejam encarcerados por uma fiança monetária não paga. Eles também estão pressionando para permitir visitas de clérigos, advogados e familiares - pelo menos 15 sistemas de correções suspenderam todas as visitas - e para melhorar as práticas de higiene e o acesso a cuidados médicos para os internos que permanecerem.

Ativistas da Never Again Action, em parceria com a New Sanctuary Coalition, também planeja fazer um comício intitulado "COVID-safe" nesta sexta-feira (27) fora das instalações, dirigindo seus carros em círculos pela prisão e buzinando para mostrar seu apoio aos detentos. 

Em algumas das maiores prisões dos Estados Unidos, já foi confirmado que detentos e agentes penitenciários têm o coronavírus, levantando receios de que isso possa causar um custo mortal para os presos que não podem impor o distanciamento social, usar as melhores práticas de higiene ou acessar atendimento médico abrangente.

Fonte: Religion News

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