"Igrejas devem estar abertas para atender os necessitados", diz ministra Damares

Para Damares Alves, o trabalho das igrejas e outras organizações religiosas é mais do que oferecer ajuda espiritual ou emocional |FOTO: Sérgio Lima

Durante entrevista nesta terça-feira (28) ao programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, falou sobre o isolamento social e a importância das igrejas e outros credos religiosos estarem abertas e atuantes durante a pandemia do Covid-19. Para ela, o trabalho dessas organizações vai mais do que simplesmente mover apoio espiritual e emocional. 

Damares destacou que o principal trabalho das igrejas e organizações religiosas, no âmbito social, é justamente o da ação social, sobretudo no trato aos famintos e desabrigados. Ela ressaltou que a proposta do Governo era de incluir tais instituições nos decretos de flexibilização, as incluindo na condição de serviço essencial e que foi duramente criticado na imprensa.

“Quando o presidente [Jair] Bolsonaro trouxe um decreto para que as igrejas devessem ficar abertas, consideradas como serviços essenciais, nós pensamos na ação social que as igrejas fazem. Precisávamos dos templos abertos, não para grandes aglomerações, mas também para atendimento e socorro em momentos de emergência e de socorro. Mas isso não foi compreendido. São as igrejas que apoiam moradores de rua, por exemplo. E aí fecharam a igreja”, disse Damares.


Violação dos diretos religiosos

A ministra ressaltou que diversas prefeituras têm agido de forma truculenta contra as igrejas, inclusive subvertendo-lhes o direito ao culto.

“Chegamos a ver prefeitos de interior aplicando multa de R$90 mil se as igrejas abrissem suas instalações. E não era nem o templo. Bastava ver uma salinha aberta, que era multa. Mais um exagero que não víamos no Brasil. Uma família fez um culto de oração em casa, com cinco pessoas, a polícia chegou lá e levou as cinco pessoas embora presas. O que a gente está vendo é que até no direito à fé e à crença há alguns exageros no Brasil”. 

“Terrivelmente cristã”

A ministra Damares também falou na entrevista sobre a atuação de seu ministério em parceria com organizações dentro da Igreja Católica Romana. Declarando-se “terrivelmente cristã”, e não evangélica, ela ressaltou que o trabalho desenvolvido pelas comunidades de base católicas tem sido de grande importância para o país, principalmente no enfrentamento ao Covid-19. 

“Sempre trabalhei com os movimentos de base da Igreja Católica, as pastorais, por mais de 30 anos. E entendo que ‘Ai do Brasil’, se não fossem esses movimentos e suas ações sociais. E a gente precisa se unir, especialmente lá na ponta. As pastorais carcerárias, por exemplo, o trabalho delas no Brasil é extraordinário. E tem o trabalho com os idosos. O que seria do Brasil se não fossem os abrigos vicentinos”, disse a ministra. 

Damares, em encontro com representantes da CNBB |FOTO: Divulgação

Damares também mencionou sua visita à Roma, em dezembro do ano passado, ocasião em que conheceu, junto à primeira dama Michelle Bolsonaro, o papa Francisco. Para ela, foi uma experiência extraordinária. E além disso, teve um recente encontro com a representantes da Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB) para definir ações de enfrentamento ao coronavírus, principalmente com moradores de rua e famílias carentes.

Assista a entrevista:



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