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Mais de 160 líderes mundiais querem uma solução global para o fim do coronavírus

Reunião do G20, no ano passado: força tarefa seria criada dentro do grupo das maiores economias do país, para que desenvolva as medidas necessárias para o fim da pandemia |FOTO: Efe

Com números de casos de infectados aumentando exponencialmente a cada dia, a pandemia do novo coronavírus tem mostrado que tão cedo deve parar. Pensando em como exterminar esse mal de forma que nenhum país caia por conta da doença, um grupo formado por 165 notáveis internacionalmente, incluindo 92 ex-presidentes e ex-primeiros-ministros, se juntaram para exigir a criação de uma força-tarefa que elimine de vez esse mal. 

A ideia é que a medida surja no interior do G20, o grupo composto pelas 20 maiores economias do planeta, coordenando todos os esforços - científicos, políticos, econômicos e afins - para combater a pandemia. Para isso, foi assinada uma carta de intenções onde os signatários se posicionam e se prontificam a pensar na melhor maneira de acabar com o coronavírus - ou qualquer pandemia que porventura surgir. 

 Entre os pensadores e idealistas signários do pacto estão figuras como os ex-primeiros-ministros
Tony Blair, Gordon Brown (Reino Unido), Ehud Barak (Israel), José Luís Zapatero (Espanha), José Manuel Barroso (Portugal); os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Felipe Calderón (México), Juan Manuel Santos (Colômbia), entre outros. Também compõem a lista o ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moo; o ex-secretário-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, além de ex-diretores da Organização Mundial da Saúde (OMS) e acadêmicos.

A emergência econômica não será resolvida até que a emergência de saúde seja resolvida: a emergência de saúde não terminará simplesmente exterminando a doença em apenas um país, mas garantindo a recuperação do covid-19 em todos os países, afirma o comunicado.
O grupo ressalta em estipular medidas para acelerar a busca por uma vacina e tratamentos, além de reativar a economia global. Para esse pacto ter vida de fato, os líderes visam a liberação de US$ 8 bilhões para acelerar o esforço global de vacinas, cura e tratamento e mais US$ 35 bilhões para apoiar sistemas de saúde, com a aquisição, de forma coordenada, de ventiladores a kits de teste e equipamentos de proteção para profissionais de saúde.

"Em vez de cada país, estado ou província dentro dele, competir por uma parte da capacidade existente, com o risco de aumentar rapidamente os preços, também devemos aumentar bastante a capacidade, apoiando a OMS na coordenação da produção e aquisição global de suprimentos médicos, como kits de teste, equipamentos de proteção individual e tecnologia da informação para atender a demanda mundial. Também precisaremos armazenar e distribuir equipamentos essenciais”, diz a carta. 

Os notáveis também pedem a injeção de US$ 150 bilhões em países em desenvolvimento para que possam combater os efeitos da crise médica e econômica, impedindo que uma segunda onda da doença retorne aos países à medida em que saiam da primeira onda. A carta também fala em renunciar ao pagamento de juros da dívida para os países mais pobres, incluindo US$ 44 bilhões da África ainda este ano. 

Eles ainda propõem a emissão de US$ 500 a US$ 600 bilhões em recursos adicionais pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na forma de direitos de saque especiais. Se nenhum recurso for investido, o resultado, segundo os líderes globais, pode ser catastrófico, podendo haver 1,2 milhão de mortes por Covid-19 na África e nos países mais pobres da Ásia, em meio ao perigo de provocar a segunda rodada da doença no resto do mundo.


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