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Uzbequistão já dá sinais de liberdade religiosa

As autoridades do país começaram a notar a relevância social das igrejas e a importância delas atuarem livremente |FOTO: Yumi Kim

O Uzbequistão , um país da Ásia Central com 33 milhões de habitantes, é conhecido há tempos por restringir a liberdade religiosa e outras liberdades. Mas algo está mudando. Segundo Johannes Reimer , diretor da Rede de Paz e Reconciliação da Aliança Evangélica Mundial, o país começa a perceber a relevância das igrejas e a importância delas serem livres. 

O último relatório do Comitê de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA (USCIRF) mostrou que ao longo de 2019, o governo em geral aplicou com êxito uma proibição de autoridades policiais invadirem e assediarem comunidades religiosas. 

Reimer afirma que não apenas dezenas de igrejas foram legalizadas no país, como também as autoridades  encorajam oficialmente os cristãos a se unirem em oração e ação em resposta a desastres naturais, como as recentes inundações que assolaram o país. Centenas de voluntários cristãos, coordenados pela Aliança Evangélica do Uzbequistão, trouxeram roupas, colchões, alimentos e artigos de higiene pessoal às vítimas. 

"O governo registrou 54 igrejas cristãs de diferentes denominações e até apoia o envolvimento público de cristãos ativos. Alguns pastores foram convidados a participar de comitês de escolas públicas e seu envolvimento é altamente elogiado", diz Reimer. 

Ele explica que os cristãos evangélicos no Uzbequistão estão divididos em cerca de 20 denominações e sub-denominações diferentes. Ao lado das igrejas tradicionais da época soviética, estão as igrejas batistas e pentecostais, que são majoritariamente falantes de russo. 

Os grupos mais novos incorporam muitos representantes nativos asiáticos, como cazaques, uzbeques, kara-kalpaks, tadzhiks, turquemenistões, Tatars, entre outros. Também a maioria da população coreana nativa foi alcançada com o Evangelho. Grandes e fortes igrejas presbiterianas coreanas foram formadas em vários lugares. 

Reimer também destaca como muitos pastores e líderes cristãos estão se mobilizando para capacitar novos membros do trabalho missionário, de forma que o Evangelho seja expandido para mais pessoas no país. A Aliança Evangélica Mundial impulsiona os treinamentos e procura fornecer literatura e materiais aos alunos. 

No entanto, ele destaca a importância da oração para à qual cristãos de todo o mundo devem se empenhar. A abertura religiosa é fruto de oração, o que faz com que muitos uzbeques busquem respostas para as suas dúvidas.  

"A Ásia Central em geral enfrenta hoje um incrível despertar espiritual. Massas de pessoas recorrem a Deus em busca de respostas. Desde a ideologia ateia do passado e a radical infiltração islâmica após o colapso da URSS, muitos foram deixados sem esperança. Por isso, orem por coragem para testemunhar o poder do evangelho através da vida, obras e palavras. Orem pelo status econômico dos cristãos. Muitas vezes, eles são os mais sem privilégios em seus países", finaliza. 

Fonte: Evangelical Focus




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