Igreja de Curitiba acusada falsamente de promover “aglomeração” não será penalizada, diz prefeitura

Igreja transmitia um culto online, durante a abordagem da operação da prefeitura, porém sem qualquer irregularidade |FOTO: Divulgação

No último domingo (13), uma igreja em Curitiba teve que paralisar um culto que era transmitido ao vivo, ao ser denunciada às autoridades municipais de que estaria promovendo uma celebração presencial, o que contrariaria as medidas sanitárias decretadas na capital. Na ocasião, equipes de policiais militares, guardas civis e agentes de trânsito participaram da ação. 

No interior do templo da Igreja Assembleia de Deus Ministério de Madureira, poucas pessoas participavam da transmissão, incluindo o pastor Davi Secundo de Souza, líder da igreja e alguns músicos, respeitando os limites estabelecidos pelo município e pelas recomendações sanitárias decretadas.  

O pastor chamou o ato de “invasão” e de “autoritarismo”, afirmando que todo o aparato utilizado na ação foi um grande desperdício de pessoal e recursos públicos para uma denúncia improcedente. Além disso, ele citou que os responsáveis pela operação, ao não encontrarem nada que incriminasse a igreja, ameaçaram multar os veículos estacionados. 

No entanto, a Prefeitura de Curitiba, em nota enviada ao Cristianismo Inconformado, afirmou que nenhuma sanção ou penalidade será aplicada à igreja, uma vez que nenhuma irregularidade foi encontrada. Tratava-se da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), operação executada em parceria entre o Governo do Estado do Paraná e o município para “coibir excessos e verificar o cumprimento do Decreto Estadual 4942 e demais protocolos sanitários de saúde necessários neste momento”.

Segundo a prefeitura, as ações da Aifu contam sempre com a participação de equipes de fiscais da Secretaria Municipal do Urbanismo, Guarda Municipal, agentes de trânsito, polícia militar e Corpo de Bombeiros. As equipes seguem um roteiro definido após o levantamento das denúncias apresentadas.

No domingo em questão, as equipes vistoriaram dezenas e estabelecimentos que haviam sido denunciados pela população, entre eles a Assembleia de Deus Madureira. Segundo as denúncias recebidas pela prefeitura, o local promovia cultos presenciais. No entanto, no momento da vistoria, as equipes constataram que se tratava da gravação de um culto para transmissão on-line.

“Não houve nenhum tipo de sanção. As equipes apenas orientaram os presentes quanto às medidas necessárias para evitar a disseminação da covid-19”, diz a nota enviada pela prefeitura. 

A nota ressalta ainda que, embora a equipe que compareceu ao local seja composta por vários setores - uma vez que segue um roteiro que inclui diferentes segmentos de comércio e serviços - no interior da igreja entraram apenas dois fiscais e um policial militar. Demais integrantes aguardaram no lado de fora, para dar sequência à ação.

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