O Medo do Livre



Vivemos um momento em que os medos parecem trocados. Quem está preso parece não mais assustar a ponto de ter sido posto na rua. Algumas figuras políticas até apoiam a soltura de alguns deles (publicamente ou em áudios grampeados). O medo não é mais de quem cometeu crimes hediondos ou era o cabeça de tramas que tiravam vidas por morte ou overdose. O medo parece vir de quem tem carteira assinada, acesso á Internet, liberdade de pesquisa e estudo de todas as facetas políticas existentes e principalmente, liberdade pra dizer com qual mais se identifica.

Sim amigos. O LIVRE é o novo medo da política brasileira. E quer ver o medo atingir níveis estratosféricos? É quando o Livre é cristão. Não, o cristão claramente não é mais aquela figura de armadura que tem como missão lutar no campo de batalha corporal em nome da Igreja. O livre cristão que causa pesadelos nos ditos representantes do povo é aquele que já descobriu pesquisando e estudando o verdadeiro significado de política. A arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou estados. O livre cristão descobriu entre seus sinônimos mais surpreendentes, a doçura, a gentileza, a urbanidade e até mesmo o carinho. E quando chegou ao conhecimento dos nossos representantes que agora os livres, cristãos ou não, já sabem que não estão exercendo a política como em sua raiz etimológica, começou o pesadelo. E no entendimento do livre cristão uma frase finalmente fez sentido:

Somente os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar 
Charles Spurgeon

Uma vez tendo adquirido imunidade racional contra o que, nos últimos 70 anos, nos foi pulverizado como veneno, o livre cristão junto com todos os outros livres começaram uma jornada de compartilhamento das doses. Os recursos sempre menores comparados aos não livres. Mas o testemunho começou a fazer uma quantidade considerável de imunizados mergulharem em todo o conhecimento demonizado pelos não livres. A liberdade de expressão, de propriedade privada e de proteção das bases familiares tem unido livres não só no Brasil, mas no mundo todo. Mas o medo dos nossos representantes os tem tornado, dadas as devidas proporções, aqueles que libertam os leões na arena.

Eis a realidade, meus amigos. Enquanto temos o eterno presidente da UNE José Dirceu confessando que “precisam das escolas pois é lá que estão as mentes e corações”, do outro lado temos livres lutando pra que nossos filhos não sejam presos na sua intelectualidade. Enquanto temos sucessivas tentativas de aprovação de morte no ventre, livres lutam pelo direito á vida e á orientação de mães pelo bem de ambos. Enquanto temos um suposto escritório de advogados preferido para processados na Suprema Corte, livres cristãos ou não vão presos tendo em processos inconstitucionais como única prova o conhecimento que os não livres não tiveram acesso. A arma? Tweets.

A você que esperava uma narração de fronte de guerra com flechas e bolas de fogo nos ares, reconfigure sua compreensão do que está acontecendo. Os castelos não precisam ruir. Mas aqueles que sordidamente vendem como Constantino o que não passa de Gramsci precisam ter sua nudez exposta pelo conhecimento dos livres. Não vou te enganar. Isso vai demandar tempo. Mas se você que chegou até aqui já tomou a sua dose, sua missão, caso decida aceitar, é imunizar o máximo de não livres ao seu redor. E orar.

* Por Sarah Alves - Mulher cristã, casada e dada a poesias. A política e suas tramas lhe são um fascínio a impulsionar, certa de vivermos (e lermos!) dias melhores


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1 Comentários

  1. Parabéns Sara, impecável seu texto. Absolutamente contemporâneo!!!

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