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Acordo de paz entre Israel e Emirados Árabes têm "sérias implicações proféticas", diz escritor

Joel Rosemberg:  "Isso é algo que deve fazer com que todos os cristãos observem cuidadosamente e continuem a orar pela paz de Jerusalém" |FOTO: Reprodução/CBN News

Enquanto todos os lados se movem para finalizar o acordo de paz entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, o ato está causando uma confusão política em todo o Oriente Médio. E alguns acreditam que pode ter sérias "implicações proféticas". Entre eles está o escritor best-seller e especialista em Oriente Médio, Joel Rosenberg.  

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem dito que viu apenas bons resultados com o acordo histórico. “A paz é uma coisa boa e a paz une os moderados, duas das economias mais avançadas do mundo - Israel e os Emirados Árabes Unidos - e duas das mais moderadas”, disse ele à  Fox News,  em uma entrevista neste domingo (16). 

“Estamos lutando contra o Irã e os radicais que estão tentando derrubar nossa ordem no Oriente Médio, subjugar pessoas, propagar o terrorismo. Então, isso é bom para a paz, bom para segurança, bom para prosperidade. Acho que é bom para os Estados Unidos e bom para Israel ”, continuou Netanyahu.

Porém, nem todo mundo no Oriente Médio concorda. O Irã condenou categoricamente a ação e a Autoridade Palestina (AP) chamou os Emirados Árabes de "traidores", chegando a retirar seu enviado. Além disso, os palestinos protestaram após as orações de sexta-feira no "Monte do Templo".

Os palestinos também anunciaram que boicotariam a Dubai Expo 2020, que foi remarcada para outubro de 2021 devido à pandemia de coronavírus. Já o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou romper relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos.

Ante a esse quadro, Rosenberg acredita que a reação da Turquia ao acordo de paz é reveladora. “Por que isso é interessante? Porque a Turquia tem um relacionamento [com Israel]. Eles têm normalização total conosco aqui em Israel. Então, a ideia de que o suposto 'sultão' da Turquia está condenando um estado muçulmano por criar uma normalização completa com Israel que ele já fez, é ridícula e hipócrita”, explicou o escritor.

Rosenberg também analisa que Erdogan está levando seu país do campo moderado ocidental para o campo mais radical do islamismo iraniano. E isso representa um problema muito sério de longo prazo. Ele também acredita que este “Acordo de Abraham"tem conotações proféticas.  

“O que vemos no livro de Ezequiel, capítulos 38 e 39, que é conhecido como a escatológica futura guerra de 'Gogue e Magogue', os estados árabes sendo muito calmos e quietos em relação a Israel, reconstruído, pacífico, próspero, calmo, seguro e então uma aliança russo-iraniana-turca segue se formando contra Israel”.  

A Bíblia fala sobre uma confederação de nações que ela chama de Gomer, Pute, Cuxe, Pérsia, Togarmah, Gogue e Magogue um dia vindo contra Israel. 

“Agora, não estou dizendo que a guerra com Gog e Magog é iminente”, explicou Rosenberg. “Estou dizendo que as linhas de tendência da paz no Oriente Médio, com um eixo russo-iraniano-turco - é exatamente para onde estamos caminhando. Essa é a trajetória, e isso é algo que deve fazer com que todos os cristãos observem cuidadosamente e continuem a orar pela paz de Jerusalém”, finaliza o especialista. 

FONTE: CBN News

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