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Compreendendo o Plano de Deus



Desde antes da criação do homem, Deus em sua infinita sabedoria e seu eterno poder, já havia definido toda a trajetória da humanidade. Ao colocar o homem no jardim e, ainda que ali mesmo este tenha rejeitado as dádivas graciosas concedidas, a mão do Eterno se fazia presente, para que seus planos e decretos se cumprissem. Assim, podemos dizer, que seu plano seguiu e ainda segue em curso para a sua própria honra e glória.   

De acordo com Erickson (1997), o plano de Deus trata da sua decisão externa, tornando certa a concretização de todas as coisas que virão acontecer. Logo, Deus está executando seu plano, o qual existe desde a eternidade e inclui todas as coisas que ocorrem. Em outras palavras, nada ocorre embaixo do sol sem que esteja de acordo com os decretos e preceitos de dEle. A sua vontade é perfeita (Romanos 12.2) e a ela nos submetemos. 

O plano de Deus contempla os fatos da história humana, porém esta se insere na história da salvação, quando a misericórdia de Deus se reflete sob os eleitos, no propósito de redimir os que estão caídos e mortos pelo pecado adquirido na queda. A morte do Cristo crucificado marca a retirada da culpa do homem remido num ato jurídico, anulando os efeitos da condenação (GRANCONATO, 2014). 

O anúncio da redenção da raça humana já fora anunciada ainda no Éden, quando Deus afirmou que, embora a serpente e sua descendência (os frutos do pecado) ferissem o descendente da mulher (Cristo), este os pisaria a cabeça (Genesis 3.15), uma prévia do Evangelho da Graça em que o poder do mal e do pecado já não teriam mais poder sobre aqueles que tiveram sua vida resgatada.

A vitória de Cristo sobre as trevas representa um passo importante para o progresso do plano de Deus, que ao remir seu povo, poderá habitar entre ele, conforme dito a Israel: “E habitarei no meio dos israelitas e lhes serei o seu Deus” (Êxodo 29:45). Se não fosse a graça de Deus, os homens não poderiam se achegar a Ele. Porém, para a sua própria glória, Ele fez com que os homens enxergassem nEle o Caminho para a redenção (MAIA, 2017). 

Sendo assim, o plano de Deus é administrado através das dispensações que envolvem: promessas (alianças, como as feitas com Abraão, Davi e a Nova Aliança em Cristo), o cumprimento dessas promessas (morte e ressurreição de Cristo, o nascimento da Igreja e a descida do Espírito Santo), culminando com a consumação (tribulação, 2ª vinda de Cristo e o Reino). 

Conforme Maia (2017), a segunda vinda de Cristo é um dos momentos no qual estamos na expectativa, pois tal evento deve marcar mais um progresso do plano de Deus e que vai refletir na consumação da salvação do povo eleito. Isso porque vai manifestar a graça de Deus, concedendo o galardão aos seus fiéis servos (Mateus 25.21-23; I Coríntios 4.5; II Timóteo 4.8; I Pedro 5.4; Apocalipse 3.11).

A tribulação, com a ascensão do Anticristo, por outro lado, representa o início do juízo de Deus à humanidade que ainda permanece no pecado. Será um período de sete anos de grande aflição, engano e apostasia (GRANCONATO, 2014), onde o mal será elevado a um nível altíssimo, antes da Segunda Vinda de Cristo, que porá fim ao poderio do Maligno e dará início à restauração da terra. 

O que podemos notar é que o progresso do plano de Deus tem início e meio, porém não terá um fim, pois seu Reino será eterno, pois justamente a consumação – que não significa o fim – será a sua glória eterna, com todo o seu povo à sua volta. Hoje vivemos num período de grande dificuldade e luta interior contra o pecado, porém, o propósito de Deus é que sejamos livres do mal para que possamos estar com Ele pelos séculos e séculos. 

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REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS:
- ERICKSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1997. 540 p.

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