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Mediados por Trump, Israel e Emirados Árabes assinarão acordo de paz histórico

Os líderes assinarão acordos bilaterais nos próximos dias, solidificando seu compromisso de colaboração em questões de segurança, turismo, saúde, energia e telecomunicações |FOTO: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (13) que Israel e os Emirados Árabes Unidos concordaram em um acordo de paz histórico, criando laços diplomáticos plenos entre ambos os países, incluindo uma troca de embaixadas e embaixadores.

Os Emirados Árabes Unidos são o terceiro país árabe a normalizar os laços com Israel depois da Jordânia e do Egito. Os líderes de ambas as nações assinarão acordos bilaterais nos próximos dias, solidificando seu compromisso de colaboração em questões de segurança, turismo, saúde, energia e telecomunicações. O acordo também resultará em voos diretos entre os dois países.

“A abertura de laços diretos entre duas das sociedades mais dinâmicas do Oriente Médio e a economia avançada transformará a região, estimulando o crescimento econômico, aprimorando a inovação tecnológica e estreitando as relações entre as pessoas”, diz a declaração conjunta emitida pelo presidente Trump, que também inclui primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.

Trump anunciou o acordo no Twitter, chamando-o de uma descoberta "enorme". Já Netanyahu retuitou a mensagem de Trump, chamando-a de "Dia Histórico". O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, descreveu a medida como "um passo significativo para a paz no Oriente Médio". 

“Os Estados Unidos esperam que este passo corajoso seja o primeiro de uma série de acordos que encerram 72 anos de hostilidades na região”, disse Pompeo.

A última vez que Israel assinou um tratado de paz com um grande estado árabe foi em 1994 entre Israel e Jordânia.  Trump sugeriu que mais avanços diplomáticos entre Israel e outros países muçulmanos eram esperados.  “Estão acontecendo coisas das quais não posso falar”, disse ele aos repórteres.

Entretanto, os líderes palestinos não estão felizes com o acordo Israel-Emirados Árabes Unidos. Em troca da normalização dos laços com os Emirados Árabes Unidos, Israel suspenderá os planos de anexar até 30% das terras bíblicas da Judéia e Samaria - também conhecidas como Cisjordânia.  

“Como resultado deste avanço diplomático e a pedido do Presidente Trump com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, Israel suspenderá a declaração de soberania sobre as áreas delineadas na Visão do Presidente para a Paz e concentrará seus esforços agora na expansão dos laços com outros países em o mundo árabe e muçulmano”, ressalta o documento tripartite. 

Autoridades israelenses disseram que o congelamento dos planos de anexar a Cisjordânia foi apenas temporário. “Israel continua comprometido em anexar partes da Cisjordânia”, disse um alto funcionário israelense, segundo o Times of Israel. “A administração Trump pediu para suspender temporariamente o anúncio [da aplicação da soberania] para primeiro implementar o acordo de paz histórico com os Emirados Árabes Unidos”. 

FONTE: CBN News

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