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O MAL QUE EU NÃO QUERO| A maldade do caso da menina K.


Alerta: Este artigo não se atreve a dar uma solução para o que deveria ser feito no fato citado abaixo! 


Muitas notícias ultimamente têm sido especialmente ruins, do ponto de vista de diferentes espectros políticos. Mas nenhuma no ano de 2020 esmagou tantos corações como o estupro da menina K., por 4 longos anos, seguido da gravidez aos 10. É pesado e cruel em tantos níveis! Reflete o nível de maldade que o ser humano pode atingir e a vulnerabilidade de pessoas inocentes diante de tanta maldade. Que é um completo absurdo quero crer que todos concordamos. Mas minhas palavras de hoje não vão girar em torno do fato fruto da maldade. Mas das raízes dela.

Muitas soluções políticas de hoje em dia foram pensadas para frutos da maldade. O divórcio por exemplo. O casamento, à luz da Bíblia, envolve propósitos semelhantes ou que pelo menos possam caminhar juntos. Envolve amor sacrificial, onde cada um cede um pouco e juntos constroem um casamento forte. Além do fim principal para o casal cristão, que é um casamento que glorifica a Deus.  O conceito prático, independente do quesito espiritual, é visto como correto inclusive em pontos de vista sociológicos e psicológicos.

Mas o ser humano é uma ilha, um pequeno universo em suas criações familiares e influências externas. E quando o relacionamento é abusivo, violento ou criminoso em algum nível, a pessoa que sofre não tem que ser experimento social para o arrependimento do outro. Em alguns casos, além do divórcio é necessária a denúncia. E o que foi criado por causa de um fato originado na maldade, com o tempo veio se tornar opção em casos cada vez menos criteriosos. Alguns casamentos que não correspondem às expectativas ou começam com um – ou os dois – sem saber direito para onde estão indo, veem no divórcio uma solução. 

Uma outra solução que, particularmente, acho linda, é a adoção. Poucas escolhas de casais adultos demonstram tanto amor quanto escolher alguém para exercer paternidade, para ser um filho que nasceu no coração em vez de a barriga. E biblicamente, cuidar dos órfãos é uma das tarefas da “verdadeira religião” (Tiago 1:27). Mas, infelizmente, algumas histórias que antecedem esses momentos envolvem abandono logo no nascimento, perda dos pais, falta de condição financeira, abuso sexual ou por violência, além de bebês fruto de estupro cuja mãe foi até o final da gestação. Algumas realidades tristes para as quais não haveria outra solução, porém outras que poderiam ser evitadas se não fosse a maldade de alguns adultos. E como esperar, pode ser desgastante e triste para crianças sozinhas ou até separadas dos irmãos por orfanatos diferentes.

E agora vamos falar da “solução” aborto. Atualmente, o aborto é visto como a solução para a maldade de quem não devia estuprar. Contra a maldade de quem não cumpre seu papel de homem e que violenta uma mulher (ou destrói a inocência de uma criança). É incontestável que um homem que concretiza uma monstruosidade dessa deve ser punido com máximo rigor. E há amparo legal para que a mulher interrompa a gravidez fruto da maldade de um homem. O que entristece é saber que com o tempo se tornou opção para quem não se protegeu e deseja interromper uma vida gerada num ato consentido. O que era solução para uma maldade que não devia existir passa a se tornar uma ferramenta para o exercício da maldade e do egoísmo.

O que percebo nessas soluções é que a política é muito bem-intencionada na origem do seu conceito. Afinal, buscar soluções é a grosso modo positivo. Mas não é mais eficaz encontrar a raiz do problema e se dedicar para que ela não gere frutos de maldade? Criar homens íntegros e mulheres sábias, manter os olhos nas crianças as orientando bem de perto e, quando adultos, se tornarem novos homens e mulheres de casamentos fortes, bons pais e bons cidadãos?

Essas são só algumas soluções para problemas que não deveriam existir. A sociedade está cheia delas. O problema está em ignorar as raízes desses problemas. Eu sou só uma e você só um. Mas podemos criar gerações inteiras de modo atento para serem a solução para a nossa sociedade e, como cristãos maduros e equilibrados, a resposta para a humanidade.


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* Por Sarah Alves - Mulher cristã, casada e dada a poesias. A política e suas tramas lhe são um fascínio a impulsionar, certa de vivermos (e lermos!) dias melhores.

9 comentários:

  1. Que texto prima, parabéns. O foco não está solução e sim na raiz 🙏👍

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  2. muito bom texto,trouxe a luz sobre a situação desconfortante sobre futuras gerações e o legado que deixaremos para elas,

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    1. Obrigada! Nosso legado é o que podemos deixar de mais precioso!

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    2. Obrigada! Somos responsáveis mesmo pelos cidadãos que formamos! 😊

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  3. Boa tarde Sarah!
    Sou o Adilson Veiga, já do Vida Destra!
    Me perdoe a demora em vir aqui. Parabéns pelo artigo!

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    1. Obrigada Adilson! Honra pra mim que tô começando a contribuir como posso para a realidade política que vivemos.

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