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O Voto Cristão


Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar
Charles Spurgeon


A história de fundação do nosso país nos permite dizer que o Brasil é um país cristão. Bem... pelo menos a sua origem e alfabetização foi jesuíta. A construção cultural do país envolve outras etnias e religiões que tornam esse país tão fascinante aos olhos dos nossos irmãos estrangeiros. Mas é a moral judaico-cristã que tem embasado os direcionamentos políticos do nosso país, bem como de todo o ocidente. E ultimamente tem havido um interesse novo no voto do cristão brasileiro. 

Quando a monarquia foi malandramente substituída pela República, a devoção à ciência do Positivismo não dava espaço para influências judaico-cristãs em muitas áreas da sociedade. Logo, a visão progressista, a qualquer custo, faria um bem material ao país, mas revelava uma deficiência moral quando se tratava do exercício político em seu real significado.

É fato que ali, em 1964, tivemos a Marcha Pela Família Com Deus Pela Liberdade, com direito a discurso de Jango e oposição ao Comunismo no Brasil. Era o início de um regime que queria os louros do combate às guerrilhas revolucionárias, mas não foi ensinado a se preocupar com as mentes e corações que hoje José Dirceu ensina a dominar.

De forma sutil, através de escolas, universidades, obras literárias e mídia limitada, o cristão brasileiro foi a cada dia acreditando mais que ele não devia se envolver com política. Foi abraçando um rótulo de que devia ser perfeito e imaculado e de que se ele se envolvesse na política, seria visto como um cúmplice do que acontecia de errado nela. Líderes religiosos no Brasil inteiro pregavam um moralismo vil divorciado do evangelho verdadeiro e bíblico. Homens e mulheres por muitos anos foram preparados para pensar que não precisavam pensar. Apenas orar.

E o objetivo de determinadas classes políticas foi atingido: o cristão só orava e não se dava ao trabalho de refletir soluções, ser ativo em implementar boas ideias para a sua comunidade por meio da política. Mas o que essas mesmas classes políticas não esperavam é que com o advento da Internet associado a um movimento natural em busca do evangelho, muitos cristãos seriam despertados para a política. 

Eu concordo quando dizem que o histórico daqueles declarados cristãos na política não é dos melhores. Porém sabemos que estamos em uma fase política no Brasil que é o ambiente perfeito para que se apresentem cristãos de princípios, resilientes frente à corrupção e mentira, além de estratégicos para esse xadrez que é a política. E vamos combinar, há quem pegue essa dádiva que são os princípios cristãos e a converta numa arma cujas balas são a patrulha moral.

Sim, o progressismo moderno não é o único a patrulhar sua linguagem e intenções. Mas supostos cristãos que juram querer o bem do país ultimamente gastam tempo com assassinato de reputações, arrogância, cobranças de obediência à bíblia e um torto senso de justiça. E é exatamente aí que eles estendem a mão a outras classes políticas e lhes entregam munição contra si mesmos.

Na política, ninguém é perfeito, assim como fora dela ninguém é. E é partindo dessa premissa que o cristão equilibrado e interessado de fato em mudar o país escolhe em quem votar. É entendendo que candidatos sem moral não merecem atenção de quem tem princípios inegociáveis. É estudando manipulação jornalística, história política do Brasil, história dos partidos políticos, histórico dos candidatos e a Bíblia Sagrada que o voto cristão será exercido livremente. Sem usar a Bíblia como arma, mas como bússola. Livre de qualquer domínio ideológico, livre de qualquer frase feita de candidato que precisa do seu voto para continuar corrompendo. E livre da tolice de que vive em uma realidade paralela onde nunca será atingido pelo mau governo de um mau candidato.

Se você é cristão e leu isso, mexa-se! Converse com seus amigos! Dá tempo de ser mais um que vai se dedicar a trocar mais de 51.000 cargos pelo Brasil na próxima eleição. 

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* Por Sarah Alves - Mulher cristã, casada e dada a poesias. A política e suas tramas lhe são um fascínio a impulsionar, certa de vivermos (e lermos!) dias melhores.

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