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Relatório revela impacto do isolamento social nas igrejas brasileiras


Com os decretos governamentais proibindo celebrações presenciais, as igrejas tiveram que adotar outras medidas para continuar fortalecendo a fé da população |FOTO: Divulgação/Canção Nova 

O Brasil enfrenta o poder desastroso resultante da pandemia de covid-19 há cinco meses. Os efeitos causados pelo coronavírus vão além do colapso na saúde e na economia, das mortes e da aparente manutenção do status quo da corrupção política no país. A extrema necessidade do isolamento social influenciou diretamente no comportamento da população e das instituições, inclusive da atividade religiosa. 

É o que mostra o relatório produzido pela Invisible College, startup voltada à formação teológica por meio virtual, que durante esse período de pandemia analisou como as igrejas brasileiras reagiram ao isolamento social e como isso mudou a forma de interação com o público, a propagação do Evangelho e a utilização das ferramentas digitais. 

A startup ouvir pastores e líderes de igrejas brasileiras para tentar entender os impactos da crise nas suas comunidades locais. A pesquisa aconteceu entre os dias 24 de abril e 05 de maio de 2020, contando com a participação de 270 igrejas, ao logo dos 26 Estados e no Distrito Federal, de diversas denominações.

Segundo o relatório, a transmissão ao vivo foi a forma mais comum de suprir o culto público (74%), uma vez que houve decreto impedindo tal prática em todas as cidades brasileiras. Em algumas igrejas, o WhatsApp também foi utilizado como uma ferramenta de suporte para o envio de devocionais, mensagens, estudos e afins. Também foram adotadas reuniões de pequenos grupos remotamente.

Quase 80% das igrejas recorreram às transmissões online |FOTO: Divulgação/Igreja Batista do Farol

Além disso, quase metade das igrejas possuem mais de 4 reuniões presenciais semanais no prédio. O relatório também mostrou que 2/3 das igrejas possuem uma equipe de mídia, e quase metade delas (48%) tem 5 ou mais pessoas envolvidas. 31% das equipes dessas equipes produzem conteúdo em vídeo para suas igrejas, seguido por conteúdo em áudio (20%). 

“Observamos uma manutenção das liturgias de costume das igrejas e a busca por formas alternativas de socialização digital. O aumento considerável pela procura na transmissão dos cultos pela internet sinaliza uma modificação que poderá se tornar comum nas práticas eclesiásticas pós-pandemia”, diz o relatório. 

Quanto à administração do sacramento da Ceia, a pesquisa mostrou que não existe consenso nas práticas das igrejas. “Sabemos que vários pontos da teologia do culto são tangenciados quando passamos a ‘transmitir um culto’ pelo internet e ministrar um sacramento ‘à distância’. A ausência de unanimidade aponta para a necessidade de discutir teologicamente a viabilidade dessas práticas durante e após a pandemia”, ressalta o documento.

Além disso, a Invisible College observou que a reunião de pequenos grupos remotos foi de grande relevância nesse período, “para que as pessoas compartilhem com irmãos e irmãs os seus desafios, as tristezas e alegrias, além de orarem juntos ou realizarem uma breve reflexão bíblica”. 

O relatório completo está disponível em: https://theinvisiblecollege.com.br/lab/

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