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Apesar da gestão questionável, Bolsonaro foi o primeiro presidente a mencionar a perseguição aos cristãos no mundo

Bolsonaro: "A liberdade é o bem maior da humanidade"


Nesta terça-feira (22), o presidente da República, Jair Bolsonaro, discursou online na 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Entre os pontos destacados pelo chefe do Executivo brasileiro está a perseguição religiosa, principalmente a cristãos, algo real que tem sido ignorado há anos pelas autoridades mundiais.

A perseguição religiosa é fortemente exercida em diversos países e gerou até um ranking dos 50 onde é mais perigoso expressar sua fé. A Lista Mundial de Perseguição foi elaborada pela Missão Portas Abertas e anualmente é atualizada, levando em conta o grau de atrocidades cometidas por força estatal, ideologia religiosa contrária ou até mesmo por parte de grupos extremistas. 

De acordo com a Missão, a perseguição religiosa é maior em países da África, Ásia e em partes da Europa e América Latina, envolvendo cerca de 260 milhões de cristãos – de acordo com levantamento feito em 2019 – que são impedidos de exercer sua fé e se expressar com liberdade. 

Em seu discurso, Bolsonaro disse que o Brasil, enquanto membro fundador da ONU, está comprometido com os princípios basilares da Carta das Nações Unidas, que são paz e segurança internacional, cooperação entre as nações, respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais de todos. Porém, no que se refere à liberdade religiosa, esta tem sido violada, inclusive sob forte violência. 

“A liberdade é o bem maior da humanidade. Faço um apelo a toda a comunidade internacional pela liberdade religiosa e pelo combate à cristofobia”, disse o presidente. “O Brasil é um país cristão e conservador e tem na família sua base”, encerrou. 

Recentemente, veio à tona que em 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, questionou diretamente com o presidente da Nigéria Muhammadu Buhari, sobre o porquê dele permitir que tantos cristãos fossem mortos por extremistas. No país africano, grupos com forte ideologia islâmica, como os Fulani, têm sido os principais perseguidores dos que professam a fé cristã, conforme já denunciado várias vezes aqui no Cristianismo Inconformado.   

Segundo a Portas Abertas, todos os dias no ano passado, uma média de 8 cristãos foram mortos por sua fé , 23 foram estuprados ou assediados sexualmente por violência relacionada à fé, e semanalmente, 182 igrejas ou edifícios cristãos foram atacados e 276 casas de cristãos queimadas ou destruídas. 

Bolsonaro tem apresentado uma política e um comportamento que fogem um pouco dos ideais conservadores que julga defender, inclusive com indicativos de que não se distancia do que chama de “velha política”. Porém, é inegável que o mesmo tem sido uma das vozes que denunciam a perseguição aos cristãos, algo nunca antes feito por um presidente brasileiro. 

O discurso dele gerou polêmica. Muitos ainda negam a perseguição denunciada pelo presidente. Porém, abre-se a discussão e o mundo, de uma forma geral, agora passa a conhecer a realidade de tantos irmãos e irmãs que sofrem nas mãos de ditadores, genocidas e terroristas incapazes de aceitar a possibilidade de uma democracia. 

Oremos pela Igreja Perseguida! 


-Assista o discurso completo:


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* Por Fábio Cavalcante - Jornalista e editor-chefe do Portal Cristianismo Iconformado; fotógrafo, músico, estudante de Teologia e entusiasta de Filosofia. Atualmente é membro da Igreja Batista Imperial, em Boa Vista (RR).  

Saiba mais sobre o que penso: 
http://fabio.home.blog

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