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Pregador e ativista cristão é proibido pela polícia chinesa de evangelizar através de palestras online

Ran Yunfei é considerado também um importante ativista e blogueiro pela democracia na China

Um cristão chinês foi recentemente chamado pela polícia chinesa momentos antes de planejar um webinario sobre o cristianismo e a cultura do país. De acordo com a International Christian Concern (ICC), foi ordenado que pregador e ativista cristão parasse de compartilhar o Evangelho através daspalestras virtuais.  

Ran Yunfei, que se converteu ao Cristianismo em 2016, é um escritor e orador público que tem se dedicado a compartilhar o Evangelho desde sua conversão. Ele apresentaria o webinar intitulado "Evangelho durante a pandemia", entre os dias 3 e 5 de novembro.

Pouco antes do início da palestra virtual em 4 de novembro, Ran recebeu um telefonema de autoridades chinesas exigindo que ele parasse a discussão e comparecesse a uma delegacia de polícia local. Felizmente, após prestar depoimento, foi liberado.

"Estou grato por ter retornado", disse Ran durante uma mensagem online. "Se você entende que estar acorrentado é compartilhar o Evangelho - não apenas com as pessoas que falam com você, mas também com muitos que assistem você -, então devemos evangelizar. Sinto alegria por entrar na delegacia de polícia várias vezes". 

Ran Yunfei é considerado também um importante ativista e blogueiro pela democracia na China. Ele foi preso no final de março de 2011, logo após o início dos protestos chineses pró-democracia naquele ano, sob a acusação de "incitar a subversão do poder do Estado". Ele foi solto em agosto do mesmo ano, mas desde então, permanece sob vigilância do governo. Ainda assim, e arriscando a própria vida, tem usado as mídias sociais para evangelizar e fazer denúncias da repressão.  

Este incidente recente envolvendo o pregador é um dos muitos em que o governo chinês tentou suprimir os cristãos e a igreja.  A perseguição religiosa pelo Partido Comunista da China (PCC) se intensificou à medida que funcionários do governo pressionam os cristãos a seguir regras e regulamentos específicos ou enfrentar as consequências. Aqueles que violam as ordens estritas enfrentam punição.

No mês passado, empresas foram proibidas de publicar materiais religiosos não aprovados pelo governo porque o Partido Comunista começou a classificá-los como "contrabando". Em setembro, um cristão chinês que operava uma livraria online foi condenado a sete anos de prisão por vender material religioso que não foi aprovado pelo governo comunista.

Um pastor da cidade de Shenzhen, na província de Guangdong, ao sul, disse à organização Bitter Winter  que "as pessoas que compram livros cristãos são crentes praticantes. E por isso o governo analisa o quanto são perigosos para a estabilidade de seu regime".

"O Partido Comunista cometeu muitos atos vergonhosos e continua a reprimir as pessoas. Nosso governo está com a consciência pesada", acrescentou o pastor.

E neste verão, um homem cristão na província chinesa de Yunnan recebeu uma notificação de punição administrativa do Escritório de Assuntos Étnicos e Religiosos local (ERAB), que o acusou de hospedar treinamento ilegal de educação religiosa online.

A China figura como o 23º país da Lista Mundial da Perseguição 2020, elaborada pela missão Portas Abertas, que trata dos 50 países onde há maior perseguição ao Cristianismo.

FONTE: CBN News

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