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Radicais islâmicos matam e esquartejam 50 pessoas em campo de futebol em Moçambique

O ataque é o mais recente de uma onda crescente de violência jihadista em Moçambique promovida por extremistas ligados ao Estado Islâmico (ISIS) |FOTO: Divulgação


Militantes islâmicos decapitaram mais de 50 pessoas, retalharam seus corpos e sequestraram mulheres em um terrível ataque ocorrido em Moçambique. Os restos mortais das vítimas desmembradas foram encontrados espalhados por uma clareira na floresta nesta segunda-feira (9), em um campo de futebol. 

Pelo menos 15 meninos estavam entre os mortos e algumas das vítimas eram adolescentes que participaram de uma cerimônia de iniciação masculina, de acordo com informações do site Daily MailO ataque é o mais recente de uma onda crescente de violência jihadista em Moçambique promovida por extremistas ligados ao Estado Islâmico (ISIS).   

Alguns dos homens armados teriam gritado "Allahu Akbar" quando invadiram uma aldeia e sequestraram algumas de suas mulheres, enquanto outros massacraram as vítimas nas proximidades de Muatide, de acordo com a BBC News.  

"A polícia soube do massacre cometido pelos insurgentes por meio de relatos de pessoas que encontraram cadáveres na floresta", informou um oficial do distrito de Mueda. "Foi possível contar 20 corpos espalhados por uma área de cerca de 500 metros. Eram jovens que estavam em uma cerimônia de rito de iniciação acompanhados por seus conselheiros", acrescentou.

Um trabalhador humanitário em Mueda, que também não quis se identificar, confirmou o massacre e disse que alguns dos meninos tinham vindo daquela área. Ela disse que partes de corpos foram enviadas para suas famílias para sepultamento na terça-feira (10).

"Os funerais aconteceram em um ambiente de grande dor", disse. "Os corpos já estavam se decompondo e não puderam ser mostrados aos presentes". 

Os radicais atacaram vários vilarejos próximos no fim de semana, saqueando e incendiando casas antes de se retirarem para o matagal ao redor. 

Escalada de terror

Jihadistas têm causado estragos na província de Cabo Delgado, no nordeste de Moçambique, nos últimos três anos, devastando vilas e cidades como parte de uma campanha para estabelecer um califado islâmico. Os militantes intensificaram sua ofensiva nos últimos meses e apreenderam violentamente faixas de território, aterrorizando os cidadãos no processo.

Em abril, jihadistas mataram a tiros e decapitaram mais de 50 jovens por supostamente se recusarem a se juntar às suas fileiras. A agitação já matou mais de 2.000 pessoas desde 2017, mais da metade delas civis, de acordo com o grupo Armed Conflict Location & Event Data, dos Estados Unidos.

Mais de 400.000 pessoas foram deslocadas pelo conflito e buscaram refúgio nas cidades vizinhas. Cerca de 10.000 pessoas fugiram para a capital provincial de Pemba de barco somente na semana passada, disse a Médicos Sem Fronteiras na terça-feira, levantando preocupações sobre o acesso à água potável e saneamento.

Pouco se sabe sobre os jihadistas moçambicanos, que se autodenominam Al-Shabab - embora não tenham ligações conhecidas com o grupo com esse nome que opera na Somália. No ano passado, os militantes juraram fidelidade ao ISIS. 

FONTE: Daily Mail

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