Caso “Anderson do Carmo” será retratado em documentário nos EUA

 

Desde o início do ano, uma equipe norte-americana está no Brasil fazendo os devidos registros e colhendo depoimentos para a produção

O assassinato do pastor Anderson do Carmo, que tem como principal suspeita de ser mandante a deputada federal e cantora gospel Flordelis, poderá ser retratado em um documentário. De acordo com o jornal Extra, desde o início do ano, uma equipe norte-americana está no Brasil fazendo os devidos registros e colhendo depoimentos para a iniciativa.

Segundo a publicação, ainda não há confirmação de onde será exibido o documentário, mas que provavelmente deverá ser negociado com plataformas de streaming e distribuidoras após sua conclusão. A proposta é que seja semelhante à série “American Crime Story”, que já abordou casos famosos como do ator e jogador de futebol americano O.J. Simpson, acusado de matar a mulher.

Flordelis já tentou capitalizar em cima da ideia, ao lançar seus vídeos na internet com legendas em inglês. Além disso, segundo o Extra, a acusada quer que o caso chegue até a socialite Kim Kardashian, que mantém uma organização nos EUA para rever casos de condenação que estão há anos no sistema prisional sem reabertura ou provas contundentes que justifiquem manter os réus condenados ainda presos. O pai de Kim, Robert Kardashian, foi o advogado de defesa de O.J.Simpson. 

Imbróglio – Flordelis é apontada pelo Ministério Público do Rio como a mandante do crime que matou o seu então marido, o pastor Anderson, assassinado a tiros em sua casa, em Niterói, em junho de 2019. A parlamentar é ré em processo criminal em andamento na 3ª Vara Criminal de Niterói, Região Metropolitana do Rio.

Na sexta-feira passada (8), a juíza Nearis dos Santos Arce, da 3° Vara Criminal de Niterói, negou pedido da defesa da parlamentar, que solicitou a substituição de Jorge de Souza, pai de Anderson do Carmo, pela menor Ágata, filha adotiva de Flordelis, como testemunha do caso que investiga a morte de Anderson.

Além disso, o processo disciplinar na Câmara dos Deputados que pode culminar com a perda do mandato da deputada ainda não foi enviado para a Comissão de Ética da Casa. Há mais de dois meses, a Mesa Diretora da câmara decidiu pelo prosseguimento do procedimento e seu encaminhamento para a comissão, o que ainda não ocorreu. 

Flordelis não pode ser presa porque possui imunidade parlamentar. A Constituição Federal brasileira prevê que parlamentares só podem ser presos durante o mandato em flagrante e apenas por crimes considerados inafiançáveis.

FONTE: Jornal Extra


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